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Geral

- Publicada em 28 de Fevereiro de 2017 às 16:17

Acidentes marcam os desfiles no Rio de Janeiro

Um dos maiores símbolos da alegria brasileira, o Carnaval do Rio de Janeiro acabou ganhando, neste ano, notas bem mais tristes do que o normal. Dois acidentes, um em cada dia dos desfiles do Grupo Especial, deixaram uma série de feridos e apagaram boa parte do brilho de enredos, baterias e adereços. A apuração que vai determinar a campeã ocorre hoje, a partir das 15h, na Marquês de Sapucaí.
Um dos maiores símbolos da alegria brasileira, o Carnaval do Rio de Janeiro acabou ganhando, neste ano, notas bem mais tristes do que o normal. Dois acidentes, um em cada dia dos desfiles do Grupo Especial, deixaram uma série de feridos e apagaram boa parte do brilho de enredos, baterias e adereços. A apuração que vai determinar a campeã ocorre hoje, a partir das 15h, na Marquês de Sapucaí.
Na madrugada de ontem, parte do teto de um carro alegórico da escola Unidos da Tijuca afundou em pleno desfile, causando ferimentos em 12 pessoas. De acordo com um dos feridos, havia mais pessoas em cima de carro do que nos ensaios, e o veículo "balançava bastante" momentos antes do desabamento. Até a tarde de ontem, duas vítimas seguiam internadas. Outras oito foram levadas a postos de saúde do sambódromo, com sintomas de estresse, e liberadas em seguida. 
Como não há previsão no regulamento que permita a interrupção do desfile, as alas da Unidos da Tijuca, quarta escola a ir à avenida, continuaram avançando mesmo após o acidente. No entanto, o buraco causado pela paralisação da alegoria, que durou cerca de 40 minutos, prejudicou o desfile da agremiação, que levou à Sapucaí o enredo "Música na alma, inspiração de uma nação", sobre a história da música norte-americana. 
Outro grave acidente manchou o primeiro dia dos desfiles. Ainda na área de concentração, um carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, que abriu a noite, perdeu o controle e acabou batendo contra um muro, atingindo pelo menos 20 pessoas. Segundo testemunhas, o atropelamento ocorreu quando o motorista tentou acelerar a alegoria, que andava mais devagar que as demais alas da escola.
Uma perícia constatou que uma das chamadas rodas malucas do veículo, que mudam de sentido de acordo com a direção do carro, estava quebrada. Até o final da tarde de ontem, três vitimas ainda estavam internadas, uma delas em estado grave, respirando por aparelhos.
Outros incidentes, de menor gravidade, também foram registrados no segundo dia. Na passagem da Mocidade Independente de Padre Miguel, uma integrante caiu quando o pedestal em que ela estava desabou, enquanto a União da Ilha do Governador enfrentou dificuldades com um dos carros, que chegou a chocar-se com o estúdio de uma emissora de televisão.
Em meio aos incidentes, algumas escolas despontam como favoritas ao título. Na segunda noite, a Portela fez um desfile tratando da relação entre a humanidade e os rios, e saiu da Sapucaí aos gritos de "É campeã!" de boa parte da plateia. A Mangueira também emocionou, encerrando a noite com um enredo sobre santos que reúnem devotos no Brasil. No primeiro dia, o destaque ficou com a Salgueiro, que trouxe uma Divina Comédia do Carnaval, inspirada na obra de Dante Alighieri. Tecnicamente impecável, o desfile da Beija-Flor também a coloca na disputa pelo título.

Em São Paulo, Acadêmicos de Tatuapé conquista o título do Grupo Especial pela primeira vez

Em uma apuração tensa, que só se definiu na última nota do último quesito, a escola Acadêmicos do Tatuapé se sagrou a campeã do Grupo Especial do Carnaval paulistano em 2017. É a primeira vez que a agremiação conquista o campeonato. A escola somou os mesmos 269,70 da vice, Dragões da Real, mas superou a adversária no desempate, na categoria samba-enredo. A Vai-Vai ficou em terceiro, com 269,40 pontos.
A Tatuapé desfilou na sexta-feira, primeira noite do Grupo Especial em São Paulo. A escola levou para a avenida a celebração dos povos da África, com o enredo "Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à terra abençoada do grande Zimbabwe". Um destaque foi o penúltimo carro alegórico da escola, com crianças e integrantes da velha guarda, que contagiou o público.
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