Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 26 de fevereiro de 2017. Atualizado às 22h11.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Direitos Humanos

Notícia da edição impressa de 27/02/2017. Alterada em 26/02 às 20h57min

Centro de Referência da Defensoria chega a três anos com alta demanda

Local atende milhares de casos de violação de direitos por ano

Local atende milhares de casos de violação de direitos por ano


JC
Igor Natusch
Com três anos completados em janeiro deste ano, o Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS) tem recebido centenas de casos por mês. Em 2016, o CRDH atendeu a quase 2 mil situações de violência e violação de direitos; apenas em janeiro deste ano, já foram 239. O espaço, localizado na rua Caldas Júnior, no Centro da Capital, atende presencialmente e também disponibiliza um Disque-Acolhimento para todo o Estado, pelo número 0800-644-5556.
Atualmente, o CRDH da Capital é o único do País a ter a Defensoria como gestora, já que a maior parte dos espaços do tipo é mantida por prefeituras ou por organizações da sociedade civil. A abrangência é grande, atendendo desde idosos e pessoas em situação de rua até grupos como indígenas, quilombolas e a comunidade LGBT. Embora atue na busca de reparação para todas as pessoas vítimas de violência, o centro tem foco especial em dois temas: agressão contra mulheres e violência estatal.
A coordenadora do CRDH, Mariana Py Muniz Capellari, explica que o atendimento é multidisciplinar, envolvendo não só profissionais de Direito, mas também de psicologia e serviço social. "A violência é algo complexo por si só, não é meramente jurídica. Buscamos não apenas oferecer aconselhamento, mas também acolher, oferecer um plano de segurança, fazer o acompanhamento", reforça. O objetivo é eliminar a situação imediata de violência, mas também garantir que ela não volte a ocorrer.
"Costumo dizer que o nosso grande êxito se revela no fato de que, mesmo lidando com casos muito pesados e de grande risco, nenhuma das pessoas que atendemos aqui morreu até hoje", afirma Mariana. "É um sinal da eficácia desse modelo para salvar vidas", reforça a defensora Patrícia Pithan Pagnussatt Fan, dirigente do Núcleo de Defesa da Mulher da DPE-RS.
O centro já garantiu, por pelo menos mais um ano, a manutenção de suas atividades. O convênio com a Secretaria Especial de Direitos Humanos foi renovado, e a ideia é disseminar o modelo de atendimento a vítimas de violência seguido na unidade de Porto Alegre para outros centros do tipo espalhados pelo País. No ano passado, o trabalho desenvolvido recebeu o Prêmio Direitos Humanos, promovido pelo Ministério da Justiça e Cidadania, a mais alta condecoração concedida pela União dentro da temática.
O espaço também desenvolve oficinas, como as do programa Paz Com Voz, que deve ser retomada em março, e o projeto Virando a Página, em convênio com a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) e voltado a adolescentes em conflito com a lei. Para março, explica Patrícia, também está prevista uma série de movimentações relacionadas ao Dia Internacional da Mulher.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia