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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de março de 2017. Atualizado às 21h45.

Jornal do Comércio

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Segurança Pública

Notícia da edição impressa de 24/02/2017. Alterada em 28/02 às 13h41min

Oficinas privadas de Porto Alegre vão consertar viaturas da BM

Camionete de 2011 passa por revisão radical, com troca de várias peças para voltar a rodar

Camionete de 2011 passa por revisão radical, com troca de várias peças para voltar a rodar


JONATHAN HECKLER/JC
Patrícia Comunello
Para reduzir as baixas da frota de veículos no policiamento ostensivo em Porto Alegre, parte das viaturas paradas em unidades da Brigada Militar será consertada gratuitamente por oficinas privadas. Um "acordo de cavalheiros" entre a prefeitura da Capital, por meio da Secretaria Municipal da Segurança Pública, a Brigada Militar (BM) e concessionárias das marcas garantiu o apoio para agilizar a manutenção, que sofre com a limitação de recursos públicos. O trabalho nas oficinas começou há duas semanas, mas veio a público nesta quarta-feira.
A intenção, segundo o titular da pasta municipal de Segurança, Kleber Senisse, é intensificar os consertos até o fim de março. Senisse quer ter o máximo possível de veículos rodando até o aniversário de Porto Alegre, em 26 de março. Devem ser consertados 112 carros da BM na Capital, parte com recursos da própria corporação e a maioria pelas oficinas. Este era o número parado há duas semanas. O secretário destacou que a iniciativa só foi divulgada após acordo com os envolvidos e faz parte da postura da nova gestão de ser mais ativa no sistema de segurança pública.
Espera-se que a frota maior reduza o tempo de resposta no atendimento de chamados. "Vai melhorar a visibilidade sobre a presença da frota, reduzir o tempo de resposta do 190 e otimizar as operações", confirma o comandante do Policiamento da Capital pela BM, coronel Jeferson de Barros Jaques. Hoje, a resposta estaria muito acima dos 25 minutos considerados adequados. 
Senisse diz que o número de oficinas que aderiram à ideia "cresce a cada dia". "Em um primeiro momento, um grupo de empresários começou o trabalho e ele foi se multiplicando. Pode passar de 30 oficinas", contabiliza o secretário, lembrando que não foi firmado contrato ou convênio. "É um trabalho que as empresas estão entrando em comunidade para solucionar o problema", ressalta o secretário, que quer fazer da parceria uma ação permanente. 
O número de veículos parados e quem dará conta da demanda de consertos geraram pequena tensão entre a BM e a secretaria. Informação de que apenas 25 carros de toda a frota estariam rodando foi citada em declarações após o anúncio da parceria. O comandante do Policiamento da Capital desmente. "O número não é este. Temos 407 viaturas, 332 em atividade. Alguns carros que usamos sofrem pane, isso é muito dinâmico", afirma Jaques, esclarecendo ainda que as 112 a serem consertadas eram posição de duas semanas atrás.
"Deste número, 37 já estão sendo consertadas, sendo 25 pela BM e 12 pelas concessionárias", lista o comandante. As 75 que faltam devem ser absorvidas pelas oficinas, em parte em contratos custeados pela corporação, e outra parte, que deve ser a maior, pelos empresários. Jaques admitiu que o setor privado tem maior agilidade do que os processos do setor público.
"A camionete chegou em situação bem difícil", avisou o gerente de serviço da Simpala, uma das concessionárias que está participando do mutirão, Francisco Oliveira, ao definir a condição do primeiro veículo a entrar na oficina para a revitalização. A camionete é de 2011 e tem mais de 200 mil quilômetros rodados. "Este veículo estava rodando, mas tem problema de suspensão, transmissão - não tem mais embreagem, o amortecedor está destruído e o freio já acabou. Vamos resgatar o carro e colocar em funcionamento outra vez", resume.

Veículos ficarão prontos para o aniversário de Porto Alegre

A concessionária vai consertar 12 carros, seis deles já estão na loja, o mais novo é de 2014. Oliveira diz que a empresa faz manutenção contratada pela BM, mas os processos não dão conta da demanda. "Muitas vezes, os policiais batem aqui e pedem ajuda para trocar uma peça. A gente faz, mas era sem muita organização como agora."
Segundo o gerente, a empresa fez uma parceria com a prefeitura. O custo para fazer os reparos ficaria entre R$ 14 mil a R$ 16 mil por viatura, se fosse cobrado, comenta Oliveira. "Nós vamos fazer e bancar o custo, sem ônus algum para a prefeitura", garante. A razão de aderir à iniciativa é a falta que faz para a segurança. "É uma forma de ajudar a Polícia, até para que nos sintamos mais seguros."
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Comentários
Eliana Nunes 01/03/2017 21h00min
Parabéns pela iniciativa dos empresários.nNão pergunte o que seu país pode fazer por voce, mas o que voce pode fazer pelo seu país. Parabéns e que sirva de exemplo, bons exemplos são para serem seguidos.