Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017. Atualizado às 14h08.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Transporte

Notícia da edição impressa de 10/02/2017. Alterada em 09/02 às 22h07min

Usuários podem opinar sobre tarifa de ônibus de Porto Alegre

Porto Alegre teve, nesta quinta-feira, primeiro protesto contra aumento

Porto Alegre teve, nesta quinta-feira, primeiro protesto contra aumento


PEDRO BRAGA/JC
Igor Natusch
A prefeitura de Porto Alegre lançou um site que pretende tornar mais transparente a relação de custos que determina o valor das passagens de ônibus no município. De acordo com o prefeito Nelson Marchezan Júnior, a divulgação dos dados é coerente com a busca de transparência na gestão pública, uma das principais bandeiras do atual governo. A definição sobre a tarifa, que pode ir de R$ 3,75 para R$ 4,30 caso a sugestão da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) seja aceita, motivou, nesta quinta-feira, o primeiro protesto do ano na Capital.
A ferramenta (tarifa2017.portoalegre.rs.gov.br) permite ao usuário calcular o valor final das viagens e sugerir um percentual específico, levando em conta o que ele próprio considera fundamental, ou não, no transporte coletivo. Itens como gratuidades, melhorias no serviço e renovação de frota são apresentados. Os valores possíveis vão de R$ 3,19 (sem nenhum investimento e sem isenções) a R$ 4,24, com todos os benefícios preservados.
Em suas simulações, a Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) chegou a um reajuste mínimo para R$ 3,95, que não leva em conta o dissídio dos rodoviários. O cálculo faz uma relação entre o custo de rodagem (que teria chegado a R$ 63,2 milhões em 2016) e o número de pagantes, em torno de 16 milhões. Outros dois valores trazidos pela EPTC, de R$ 4,00 e R$ 4,05, levam em conta o aumento salarial, em uma estimativa de 5,15% de reajuste. As concessionárias sugerem um valor de R$ 4,30.
Entre as variáveis, há a possibilidade de ônibus operarem sem a presença de um cobrador. O sistema pergunta se o visitante considera "imprescindível" ou "desnecessário" manter a proporção de um cobrador para cada motorista, e atribui ao fim da obrigatoriedade uma redução de R$ 0,09 ao ano, chegando a R$ 0,70 até 2024. O município garante que a opção não prevê demissões, mas sim o fim de contratações para repor funcionários aposentados. Segundo a assessoria da EPTC, ainda não há definição sobre como seria o funcionamento dos ônibus.
Em paralelo, Porto Alegre começa a ver manifestações contra o aumento das passagens. Nesta quinta-feira, ocorreu o primeiro ato, reunindo entidades ligadas ao Bloco de Luta pelo Transporte Público e que teve concentração na Esquina Democrática. Além da oposição a qualquer reajuste na tarifa, o grupo pede a manutenção das isenções e do emprego dos cobradores, além de se mostrarem contrários a uma eventual extinção da Carris. Durante o ato, os manifestantes partiram em caminhada pelo Centro. Alguns quebraram vidraças de estabelecimentos comerciais e derrubaram contêineres de lixo. A Tropa de Choque da BM reagiu com bombas de borracha e gás lacrimogêneo. Pelo menos um jovem foi detido.
Guly Marchand, do coletivo Juntos, considera a iniciativa da prefeitura uma "transparência pela metade", já que as informações que traz são selecionadas por uma prefeitura que já tem o interesse em promover o aumento. "O único modo para o usuário interagir com o site é colocando sua opinião em opções já preestabelecidas. Não há um esclarecimento de como aquelas porcentagens foram administradas pelas empresas, o que é muito importante para saber como o sistema está sendo gerenciado. É um convencimento para que a população aceite o aumento, não para que entenda como funciona a tarifa", argumenta.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Erson Ramos 10/02/2017 09h15min
Por favor avisem o Guly Marchand - coletivo Juntos(?), que o "cidadão" não pode mudar os valores dos insumos, salários e impostos. Para ter verosimilhança precisaria de uma planilha tão complexa que poucos entenderiam, até este "gênio" esquerdista. A faixa: Bloco "que os ricos paguem a conta" demonstra o que os governos pós regime militar fizeram com este país: uma nação de sanguessugas querendo tudo "de graça" sem esforço ou mérito. Dar holofote para este ignóbil é um atentado ao bom senso.
Elton dos Santos Gregory 10/02/2017 08h27min
Reajustar as tarifas de ônibus, é necessário pois os custos crescem (reajustes de combustíveis, salários, renovação de frota, segurança, etc). Há que repassar aos usuários, porém a ganância é gigantesca assim como a intransigência. Um dos ítens, a isenção ou gratuidade está mal controlada e muito mal distribuída. Há usuários com saúde muito perfeita, usando sozinho o passe de acompanhante, que só pode ser usado junto ao que deve ser acompanhado.