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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 23h46.

Jornal do Comércio

Economia

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Balanços

Notícia da edição impressa de 24/02/2017. Alterada em 23/02 às 21h38min

Exterior ameniza queda interna da Marcopolo

Fabricante de ônibus vendeu 9.212 carrocerias no período, queda de 17,5% ante 2015

Fabricante de ônibus vendeu 9.212 carrocerias no período, queda de 17,5% ante 2015


MARCOPOLO/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Com alta de 21% nos negócios externos em 2016, que alcançaram perto de R$ 1,8 bilhão, resultado das exportações feitas a partir do Brasil e das vendas das unidades localizadas em outros países, a Marcopolo amenizou a forte queda de 37,6% no mercado doméstico. A fabricante de carrocerias de ônibus, sediada em Caxias do Sul, apurou receita líquida consolidada de R$ 2,574 bilhões, recuo de 6% ante o ano anterior, resultado da venda de 9.212 carrocerias (queda de 17,5% em relação a 2015).
O faturamento externo representou 69% do total da receita, avanço de 15 pontos na comparação com 2015. As exportações somaram R$ 950 milhões, expansão de 27,3%, e as receitas vindas das unidades localizadas em outros países, R$ 835,8 milhões, crescimento de 14,6%.
A Marcopolo exportou 2.929 unidades, crescimento de 53% sobre 2015. Fator determinante para o resultado, segundo a companhia, foi o projeto Conquest, que buscou o fortalecimento da atuação nos mercados tradicionais da América Latina, a cobertura de novos mercados e ampliação do portfólio de clientes no exterior. Segundo o relatório da diretoria, foram visitados, ao longo do ano, mais de 65 países.
As operações instaladas na África do Sul, Austrália e México (que entram na totalização dos números por serem controladas) registraram a venda de 2.034 unidades, recuo de 10,1%. No Brasil, a companhia colocou 4.425 ônibus, em queda de 38%.
Como forma de enfrentar as condições adversas, especialmente as do mercado interno, companhia adotou uma série de medidas ao longo de 2016. Em Caxias do Sul, flexibilizou a jornada de trabalho e, em Duque de Caxias (RJ), suspendeu temporariamente os contratos de trabalho. Também atuou na redução de despesas e de custos indiretos, no aumento da eficiência operacional e na melhoria do capital de giro pela redução de estoques e recebíveis.
A Marcopolo apurou lucro bruto de R$ 325,8 milhões, em queda de 31,6%. Já o Ebitda teve elevação de 67%, para R$ 353,6 milhões. O lucro líquido atingiu R$ 222,5 milhões, crescimento de 149%, e margem de 8,6%. Dentre as razões para o resultado, a companhia aponta a venda parcial de ações da New Flyer Industries, sócia no Canadá, no terceiro trimestre, que gerou R$ 268,1 milhões, e o resultado financeiro positivo de R$ 66,3 milhões (no balanço anterior fora negativo em R$ 38,4 milhões).
No ano passado, a Marcopolo reduziu seus investimentos em 53%, para pouco mais de R$ 73 milhões. O principal aporte ocorreu na Volare do Espírito Santo, que absorveu R$ 51 milhões. O quadro de colaborares teve redução de 3%, fechando em 15.749 em todas as unidades no Brasil e no exterior. Nas operações locais estão empregadas 8.260 pessoas, alta de 8,5%, decorrência de admissões nas controladas - 766 no ano.
 

Diretoria da companhia projeta retomada da demanda a partir do segundo semestre

A queda na inflação e nas taxas de juros sinaliza, no entendimento da diretoria da Marcopolo, para uma retomada gradual da demanda de ônibus, em especial no segundo semestre. A visão é que as vendas internas sejam impulsionadas pela regulação de acessibilidade, que exigirá, a partir de julho próximo, que novos veículos sejam equipados com elevadores, e pela obrigatoriedade de redução da idade média da frota das linhas interestaduais e internacionais, conforme determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A diretoria também vislumbra maior volume de vendas de ônibus urbanos em razão do programa Refrota, que autoriza bancos a acessarem o Fundo de Garantia para o Programa de Infraestrutura de Transportes e Mobilidade Urbana (Pró-Transporte) para novos investimentos. Ainda devem ter influência aumentos pontuais de tarifas em algumas capitais, e a renovação e modernização da frota em municípios menores.
Em relação ao mercado externo, a perspectiva continua sendo positiva, com manutenção de clientes atuais e prospecção de novos. Como mecanismo de fortalecimento dos negócios, a empresa reestruturou, no início deste mês, a área comercial de mercado externo, integrando-a com a de negócios internacionais. Também é positiva a visão em relação às unidades no exterior. Além das controladas, a Marcopolo tem operações coligadas no Egito, Canadá, na Argentina, Colômbia e Índia.
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