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Porto Alegre, domingo, 26 de fevereiro de 2017. Atualizado às 22h11.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 27/02/2017. Alterada em 26/02 às 21h47min

Segunda geração de cloud vai acelerar inovação

Cecci destaca a capacidade de novas soluções modernizarem negócios

Cecci destaca a capacidade de novas soluções modernizarem negócios


DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Em sua primeira década, a computação em nuvem foi capaz de gerar uma disruptura nos ambientes de Tecnologia da Informação (TI) de empresas do mundo todo. Então, espere pelo que vem à frente. Nesta segunda geração, como está sendo chamada a nova fase da tecnologia, as corporações estão mais maduras. A cloud já está presente no movimento de transformação digital dos negócios e será um pilar importante para acelerar os negócios, aponta o diretor de Pesquisas do Gartner, Henrique Cecci.
A flexibilidade dessas plataformas torna possível errar e acertar mais rapidamente, e com um custo muito inferior ao que acontecia tradicionalmente. É, sem dúvida, um caminho sem volta. Dados do Gartner, instituto de aconselhamento de tecnologia, sinalizam que até 2021 mais da metade das organizações globais que já utilizam a nuvem hoje terão adotado estratégias totalmente em cloud.
Jornal do Comércio - O que vem pela frente nesta segunda geração da cloud?
Henrique Cecci - Vivemos a era da indústria digital, na qual as empresas estão transformando seus negócios de maneira rápida - e os sistemas de nuvem também estão. Isso significa sair da lógica de apenas explorar a cloud como modelo computacional e perceber a imensa capacidade que essa tecnologia traz para as companhias modernizarem os seus serviços. Isso vai além de transferir a responsabilidade da capacidade computacional para esse ambiente, mas usar essa nova estrutura para inovar. Nesse estágio de maior amadurecimento, as corporações aproveitarão toda essa mudança para trazer mais valor para as suas operações.
JC - Como isso se reflete no dia a dia de uma empresa?
Cecci - Torna viável reagir mais rapidamente e levar as novidades com muito mais agilidade para os clientes. O fato de poder fazer várias alterações nas aplicações que estão sendo desenvolvidas é um exemplo clássico. Nos modelos tradicionais, para atualizar uma versão de um sistema, era preciso antes passar por um demorado processo de testes e validação até estar 100%. Em um ambiente mais moderno e flexível como o da nuvem, consigo fazer atualizações por pequenas funcionalidades. Muitas vezes, é realizar centenas de updates durante o dia sem gerar impacto aos usuários.
JC - A cloud está ajudando a mudar a cultura das empresas?
Cecci - Sim, sem dúvida. É uma mudança do paradigma corporativo em que evitávamos a todo custo o erro para uma realidade em que precisamos ser mais tolerantes. Errar rápido e frequentemente, mas seguir em frente. A cloud e outras tecnologias, como as de mobilidade e Internet das Coisas (IoT), oferecem um universo de possibilidades para inovar.
JC - Em que nível de amadurecimento o Brasil está na adoção de cloud?
Cessi - O Brasil vive duas realidades na adoção de cloud: ilhas de excelência e outras áreas com muito atraso. No eixo RJ-SP e em outras grandes capitais, temos empresas tão avançadas quanto nos países desenvolvidos, mas em outros ainda estamos atrasados. Isso se deve, especialmente, aos dois últimos anos. Com a crise, muitas empresas seguraram os investimentos. O resultado é que estamos perdendo espaço até na América Latina. Precisamos investir mais em infraestrutura, em conhecimento e no talentos das pessoas. Um dado positivo é que houve um crescimento da presença de provedores de nuvem na região, e isso deve levar a um aumento mais expressivo até o ano que vem. Temos que começar a reagir.
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