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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 08h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Emprego

Notícia da edição impressa de 23/02/2017. Alterada em 23/02 às 08h12min

Desemprego em Porto Alegre cai para 10,6% em janeiro

Construção civil teve saldo negativo de 7,8% no número de ocupações

Construção civil teve saldo negativo de 7,8% no número de ocupações


EDUARDO SEIDL/ARQUIVO/JC
Guilherme Daroit
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre caiu em janeiro. O indicador apresentou 10,6% no mês passado, situação vista como relativamente estável em relação aos 10,7% de dezembro. Apesar disso, o resultado não é visto como muito animador. O motivo, segundo os responsáveis pela pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMPA), é que a queda se justificou por uma grande saída das pessoas do mercado de trabalho, e não pela criação de vagas.
"Por conta disso, é difícil visualizar que o mercado esteja reagindo ou apontando para algo positivo", analisa a economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Iracema Castelo Branco. O número de pessoas ocupadas, aliás, não apenas não cresceu como ainda caiu, na casa dos 2,5% - foram 43 mil pessoas que perderam suas ocupações em janeiro. O fato foi neutralizado, porém, graças às 51 mil pessoas (ou 2,7%) que abandonaram o mercado de trabalho.
Segundo as pesquisadoras, a redução na População Economicamente Ativa (PEA) se explica principalmente pelas pessoas com mais de 60 anos de idade. "Com as questões referentes às mudanças da Previdência, quem pode se aposentar está abandonando o mercado", argumenta a economista do Dieese, Virginia Donoso. O movimento é percebido principalmente no setor público, que não estaria repondo as perdas e, com isso, encolheu 8,7% no mês, um corte de 17 mil vagas. No setor privado, o saldo foi positivo, com 6 mil novas vagas.
Entre os setores, a melhor notícia ficou por conta da indústria de transformação, que gerou 15 mil novas ocupações em janeiro ( 5,5%). O saldo positivo, único entre os segmentos de atividade, é explicado em grande parte pelo número de admissões nas indústrias calçadistas. Por outro lado, construção (-7,8%), comércio (-2,2%) e serviços (-4,7%) registraram queda no número de ocupações.
Outro dado importante é que, ao contrário do visto durante praticamente todo o ano de 2016, o primeiro mês de 2017 mostrou queda também no número de autônomos na Capital. Se antes o grande aumento era explicado pela migração das pessoas que perdiam seus empregos formais, a reversão agora liga um sinal de alerta. "Isso nos demonstra que a inserção no mercado está difícil mesmo entre os autônomos", analisa Iracema. Em janeiro, foram 29 mil pessoas a menos nesse tipo de posição, uma queda de 11,7%, explicada pela diminuição dessa ocupação principalmente na construção civil.
Já a renda, cuja pesquisa é feita sobre os rendimentos de dezembro, trouxe ganhos para todos os segmentos. Os ganhos, entretanto, foram pequenos. No setor privado, os rendimentos médios cresceram 0,2%, para R$ 1.742,00. Já no público, o crescimento foi maior, de 6,7%, para R$ 3.056,00. A principal novidade é o aumento na renda inclusive para os autônomos, que viram seus ganhos cresceram 8%, chegando a R$ 1.750,00. "Como houve queda no número de pessoas nesse segmento, podemos concluir que quem não conseguia manter uma renda suficiente, abandonou a atividade, o que puxa a média para cima", afirma Iracema.
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