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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 09h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 21/02/2017. Alterada em 21/02 às 18h46min

São Paulo passa a abastecer Estado após fechamento da Seven Boys

Fim de semana foi de movimentação de caminhões para a retirada dos insumos

Fim de semana foi de movimentação de caminhões para a retirada dos insumos


Marcelo G. Ribeiro/JC
Carolina Hickmann
A fábrica da Wickbold, dona da marca Seven Boys, com sede em São Paulo, passará a abastecer a região Sul, com a desativação da unidade de Porto Alegre e a dispensa de 350 colaboradores. A empresa, que alega problemas financeiros, informou ontem que cumprirá normalmente com o pagamento dos trabalhadores no mês de fevereiro. Um estudo estratégico realizado pela companhia apontou que o fechamento da unidade localizada no bairro Rubem Berta seria a medida mais viável economicamente.
Moradores do Rubem Berta acreditam que os insumos e equipamentos utilizados na produção foram transferidos para outra fábrica já no último fim de semana, dado o elevado número de caminhões chegando e partindo do local. A assessoria de imprensa da Wickbold disse acreditar nessa possibilidade por se tratarem de alimentos perecíveis, mas não confirmou essa hipótese.
O órgão de representação dos trabalhadores, por outro lado, não vê lisura total nas ações da empresa. "Não basta comunicar demissões, tem que haver diálogo", argumenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Panificação de Porto Alegre (Stipanpa), Waldir Canibal de Avila. O sindicalista comenta que sua última reunião com os representantes da Wickbold foi bastante conturbada. O acordo final seria de manutenção do funcionamento da fábrica até o dia 1 de março, o que não foi cumprido. Três funcionários ligados a outros setores da fábrica confirmam que, desde a última sexta-feira, não há produção no local.
Avila ainda conta que negociações prévias tratariam do desligamento de 35 funcionários ligados a uma área específica da indústria, mas, na semana passada, veio a notícia de desligamento de 100% dos trabalhadores. Seu primeiro posicionamento foi no sentido de esclarecer que os acordos realizados até aquela data não teriam valor com a alteração. Assim, esta semana haverá uma nova reunião. A assessoria da Wickbold alega não ter conhecimento da troca.
Um dos trabalhadores desligados, que preferiu não se identificar, estava na empresa para tratar de questões ligadas ao seu contracheque. Apesar de mostrar-se apreensivo com o seu futuro, ele informou à reportagem que recebeu um tratamento "bastante humano" por parte dos funcionários locais e só poderia lamentar a decisão da Wickbold. O funcionário não se sentiu confortável para informar como serão os trâmites de desligamento.
O presidente do sindicato afirma que eles se manterão fortes na tentativa de manutenção da planta fabril em Porto Alegre. "Vamos acionar o Ministério Público e também comunicaremos a prefeitura", assegura. Avila lembra que existem questões envolvendo estabilidade que estão sendo desrespeitadas com a alegação de uma situação financeira inviável por parte da empresa. No local, ainda funcionarão a parte comercial e de logística. A Wickbold afirma não haver previsão do mesmo movimento em outras fábricas.
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Comentários
Fabio 22/02/2017 20h39min
Esse bairrismo geográfico é tão cruel e desnecessário quanto todo e qualquer preconceito. Temos redes gaúchas atuando em SP como Zaffari, Sonda e outras que possuem todo o direito (é dever) de abrir ou fechar seus pontos de vendas para rentabilizar o negócio para acionistas, gerando perenidade, cumprindo com seus deveres fiscais e trabalhistas. Bairrismo e preconceito andam juntos e não são bem vindos em nenhuma cultura que possa disseminar arrogância, ódio e intolerância. Abram suas mentes!
Kely Mayara 21/02/2017 13h01min
Exatamente devemos comprar produtos de quem produz aqui, emprega aqui e investe por aqui!!!! Devemos boicotar quem está deixando o RS.
FAbio 21/02/2017 11h36min
Concordo com o Jesus plenamente. Enquanto as pessoas viverem no sonho de que governo existe pra empregar, ou pagar as contas de empresas privadas, e isso que vai acontecer. E preciso tambem convocar um boicote geral dos produtos dessa empresa. Compre de quem produz no RS. O Brasil e uma fria. e hora de cair for a!!
Jesús Carcavilla 21/02/2017 08h26min
Concordo com a decisão da Wichbold pois não há como manter uma fábrica onerosa para a empresa.nO pessoal do sindicato acha que o governo é o dono das empresas privadas. Não tem nada a ver. Se o plano estratégico/financeiro da empresa mostra que determinada planta (filial, controlada, etc...) ela tem o dever de encontrar saídas que atendam a manter a planta principal em atividade e gerando lucros (para os acionistas e para o governo - impostos).