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Economia

- Publicada em 16 de Fevereiro de 2017 às 18:52

Para o BC, PIB de 2016 deve encolher 4,34%

Soma das riquezas do País será negativa pelo segundo ano consecutivo, aponta indicador

Soma das riquezas do País será negativa pelo segundo ano consecutivo, aponta indicador


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 4,34% em 2016 ante 2015, no dado sem ajuste sazonal. No último mês do ano passado, o índice atingiu 133,74 pontos na série observada, o que representa o menor nível para dezembro desde 2009, quando atingiu 129,23 pontos.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 4,34% em 2016 ante 2015, no dado sem ajuste sazonal. No último mês do ano passado, o índice atingiu 133,74 pontos na série observada, o que representa o menor nível para dezembro desde 2009, quando atingiu 129,23 pontos.
Conhecido como "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. O PIB de 2016 será oficialmente divulgado no dia 7 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2016 é de queda de 3,4%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) publicado no fim de dezembro. No Relatório de Mercado Focus da segunda-feira passada, a mediana das estimativas do mercado para o PIB em 2016 estava em -3,50%.
Após subir 0,10% em novembro (dado já revisado), a economia brasileira registrou recuo em dezembro de 2016. O IBC-Br do mês teve baixa de 0,26% ante novembro, com ajuste sazonal, informou o Banco Central. O índice de atividade calculado pelo BC passou de 133,26 pontos para 132,92 pontos na série dessazonalizada de novembro para dezembro.
Na comparação entre os meses de dezembro de 2016 e dezembro de 2015, houve queda de 1,82% na série sem ajustes sazonais. A série observada encerrou com o IBC-Br em 133,74 pontos ante 133,00 pontos de novembro e 136,22 pontos de dezembro de 2015.
O IBC-Br registrou baixa de 0,36% no acumulado do quarto trimestre de 2016, na comparação com o trimestre anterior, pela série ajustada do Banco Central. Já na comparação com o quatro trimestre de 2015, o índice cedeu 3,13% nos últimos três meses do ano passado, pela série observada.
Como de costume, o Banco Central revisou dados de seu Índice de Atividade Econômica na margem, na série com ajuste. Em novembro, o IBC-Br passou de 0,20% para 0,10%.
Em outubro, o índice foi de -0,15% para -0,11%. No caso de setembro, a revisão foi de zero para 0,02%. O dado de agosto foi de -0,78% para -0,74% e o de julho, de 0,01% para -0,01%. Em relação a junho, o BC substituiu a taxa de 0,37% pela de 0,36%.
A série do BC incorpora a estrutura de produtos e avanços metodológicos do Sistema de Contas Nacional - Referência 2010, do IBGE. Destacam-se também a incorporação da Pnad Contínua e a da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Monitor da FGV prevê que recuo da economia será de 3,6%

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma retração de 3,6% no ano de 2016, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB - queda menor do que a estimada pelo Banco Central pelo IBC-Br. O indicador igualmente busca antecipar a tendência do principal índice da economia utilizando as mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das contas nacionais.
"A economia brasileira chegou, em 2016, ao terceiro ano da mais grave e duradoura recessão jamais experimentada pelo Brasil nos últimos 100 anos. Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra aproximada de R$ 6,209 trilhões. Este valor equivale a um produto per capita de
R$ 30.128,00, inferior ao de 2010, na comparação a preços de 2016", calculou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.
Entre os componentes, a indústria e os serviços tiveram variações menos negativas no fechamento do ano do que no início de 2016. A indústria passou de um recuo de 6,7% no acumulado em 12 meses até janeiro de 2016 para uma queda de 3,8% no fechamento de 2016. Já os serviços saíram de retração de 2,9% no acumulado em 12 meses até janeiro para redução de 2,7% ao final do ano.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias recuou 4,2% em 2016. "Apesar de bastante negativo, esta variação mostra uma tendência de melhora do indicador que chegou ao seu menor nível em julho de 2016 (-6,0%) em toda a série histórica do Monitor do PIB-FGV iniciada em 2001", ressaltou a FGV em nota.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) despencou 10,2% no ano passado, mas os componentes máquinas e equipamentos e construção também encerraram o ano com taxas menos negativas do que as que apresentavam no início de 2016. As exportações apresentaram crescimento de 2,3% em 2016, enquanto as importações encolheram 10,7%.
O PIB brasileiro teve uma queda de 0,89% no quarto trimestre de 2016 em relação ao imediatamente anterior, estima o Ibre/FGV por meio do Monitor do PIB. Se confirmado, o resultado representa a oitava variação negativa consecutiva.
Em relação ao quarto trimestre de 2015, o PIB apresentou um recuou de 2,5% no quarto trimestre do ano passado. Todos os componentes registraram perdas, com exceção da extrativa mineral (4,2%) e dos serviços imobiliários (0,0%). No mês de dezembro, o PIB teve uma redução de 0,2% na comparação com novembro.

Sete em cada 10 desempregados se dispõem a ganhar menos

Com a taxa de desemprego em alta e sem perspectivas de melhora para os próximos meses, sete em cada 10 brasileiros desempregados estão dispostos a ganhar menos do que no último trabalho, mostra pesquisa inédita feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
As principais justificativas para aceitar um salário menor são a necessidade de pagar as despesas e de voltar ao mercado de trabalho. A maioria dos que topariam uma remuneração inferior é formada por homens e pessoas que fazem parte das classes C, D e E.
Entre os que se recusam a receber menos, que são principalmente mulheres e pessoas que pertencem às classes A e B, argumenta-se que ganhar um salário menor significaria um retrocesso na carreira profissional. Eles afirmam também que, uma vez dado esse passo para trás, dificilmente conseguiriam voltar à remuneração anterior. Mesmo com a maioria aceitando salários menores, as oportunidades que aparecem são poucas. Segundo a pesquisa, 60% não estão sendo chamados para entrevistas.

Relator da reforma da Previdência apresenta novo plano de trabalho

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), fechou nesta quinta-feira as linhas gerais do plano de trabalho, que precisou ser revisto depois de protestos da oposição. Foi incluída uma audiência pública, sobre a Previdência das mulheres, formando um total de nove audiências e um seminário internacional durante o processo de debate. Após as 10 discussões, a intenção de Maia é apresentar o relatório ainda no dia 16 de março, como no cronograma inicial.
Apesar de o relator ter mantido a intenção de ler o parecer nesse dia, o plano de trabalho não traz nenhuma data definida - o que, segundo ele, será feito pelo presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS).
Maia diz que o cronograma é factível, mas reconhece que seu cumprimento dependerá do ritmo da comissão. Enquanto a intenção do governo é fazer três audiências públicas por semana, a oposição já deixou claro que não pretende acatar esse desejo e vai obstruir os trabalhos.
"Não vou colocar data nenhuma. Se for possível cumprir as audiências dentro daquilo que propus, certamente no dia 16 teremos condição de apresentar o relatório", afirmou o relator. "Mas precisamos ter tempo para exercer a atividade política. O debate político é o espaço mais nobre, os deputados não vão formar o texto só ouvindo associações."
O relator prevê que, depois da apresentação do relatório, haja um intenso debate sobre o texto, que será alvo de críticas, ele reconhece. É um posicionamento diferente do governo que pretende acelerar a votação na comissão para enviar logo o texto ao plenário da Câmara e depois ao Congresso Nacional. "Tenho boa vontade com o governo, mas sou um deputado. Não dá para sair atropelando tudo e todos em nome de ser deputado do governo", disse.
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