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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 17/02/2017. Alterada em 16/02 às 22h16min

Horário de verão acaba à meia-noite de sábado

A partir de domingo período de iluminação natural será menor

A partir de domingo período de iluminação natural será menor


MARCELO G. RIBEIRO/JC
À meia-noite deste sábado acaba o horário de verão, que teve início no dia 16 de outubro do ano passado. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora no Rio Grande do Sul e em outros 10 estados. A estimativa de redução da RGE é da ordem de 0,36%, enquanto a CEEE contabiliza queda de 0,7% no consumo.
Ambas as companhias explicam que os dados ainda precisam de confirmação, mas a expectativa é de que a economia para o Estado, na ponta máxima noturna do sistema, chegue a 5,1% da demanda, segundo a CEEE. A companhia atende 1,6 milhão de clientes em 72 municípios. Os 0,7% estimados em redução de consumo seriam suficientes para atender uma cidade de aproximadamente 40 mil habitantes. Essa é a energia necessária para abastecer um município como Torres por 126 dias, tempo que durou o horário de verão.
Esses números precisam ser oficializados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por efetuar este controle. Na temporada passada, entre o fim de 2015 e o início de 2016, a adoção do horário de verão reduziu a demanda por eletricidade no País em 2,6 mil megawatts (MW), ou 4,5% do consumo médio, aponta a CEEE.
A economia de 13.905,03 MWh, ou 0,36%, contabilizada pela RGE, seria volume suficiente para atender uma cidade do porte de Caxias do Sul por quatro dias ou de Passo Fundo por nove dias. Com o mesmo volume de energia elétrica, seria possível abastecer 5.794 clientes residenciais, com consumo médio de 200 kWh, durante um ano. Há expectativa de que a demanda de energia no horário de pico apresente redução de 5,02%. No início da atual edição do horário de verão, o Ministério de Minas e Energia (MME) estimava ganhos em R$ 147,5 milhões. O valor representa o custo evitado em despacho de usinas térmicas por questões de segurança elétrica e atendimento à ponta de carga no período de vigência do horário de verão.
Segundo Thiago Freire Guth, diretor de Distribuição de Energia do Grupo CPFL, ao qual a RGE pertence, os principais objetivos da medida são melhorar o aproveitamento da luz natural e reduzir o consumo de energia elétrica, diminuindo a demanda no horário de pico, das 18h às 21h. "No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a cair", acrescenta.
Para o executivo, ao se deslocar o horário oficial em uma hora, o que se espera é a diluição, por um período maior, do momento de entrada em funcionamento dos equipamentos domésticos e industriais, e de iluminação pública. Dessa forma, o ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico, no momento em que o sistema é mais demandado.
Mesmo com o fim do horário de verão, a RGE incentiva que seus clientes continuem praticando o consumo inteligente de energia no dia a dia. A mudança de horário é adotada no Brasil desde 1931 e tem por objetivo proporcionar maior aproveitamento da luz natural, ao reduzir o consumo de energia e, em consequência, a necessidade de aumento da geração para atender os picos de demanda. Só em 1985 o horário de verão passou a ser anual - no início, de abrangência nacional.
Além do Rio Grande do Sul, também adotam a medida Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Engie prospecta compradores para termelétrica Pampa Sul

Termelétrica gaúcha entra no processo de descarbonização da empresa
Termelétrica gaúcha entra no processo de descarbonização da empresa
DANIEL WARMLING/DIVULGAÇÃO/JC
Seguindo a estratégia global da Engie de descarbonização, a empresa no Brasil iniciou um processo de sondagem de mercado para identificar potenciais compradores para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, de 857 MW, localizado em Santa Catarina, e da Usina Termelétrica Pampa Sul, de 340 MW, em implantação em Candiota, no Rio Grande do Sul. A Engie contratou o banco Morgan Stanley, que vai prestar assessoria financeira nessa sondagem de mercado.
"A potencial operação está em linha com a estratégia de descarbonização da empresa em todo o mundo, focada em atividades de baixa emissão de carbono, com geração de energia limpa e renovável de fontes hídrica, eólica, biomassa e solar, além da cadeia do gás natural, infraestrutura e serviços", comenta o CEO da Engie no Brasil, Mauricio Bähr.
A diretoria da companhia esclarece ainda que o atual estágio do processo de saída da geração a carvão no Brasil é de prospecção de potenciais compradores. "No momento, estamos sondando a disposição de investidores para a compra das duas termelétricas, ainda não estamos na fase de venda de ativos", afirma Bähr. A empresa enxerga na potencial venda uma oportunidade também de investir ainda mais em energia de fontes renováveis, que têm sido o foco de crescimento da Engie Brasil nos 20 anos de presença no País.
Bähr destaca a transparência no processo que envolve, principalmente, o Complexo Jorge Lacerda, que está em plena operação. "Tomamos o cuidado de comunicar os investidores da Engie Brasil Energia, que é de capital aberto e tem ações na Bovespa, já que essa sondagem de mercado levaria a informação de nossa intenção de sair do carvão a potenciais compradores, inclusive a bancos e fundos de investimento", diz. O executivo ressalta ainda o zelo com que a empresa tem tratado do assunto junto a seus colaboradores. "A Engie Brasil Energia tem sido transparente e deixado os funcionários de Jorge Lacerda e de Pampa Sul informados sobre os passos que estão sendo dados na direção da descarbonização", comenta.
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