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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h37.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 14/02/2017. Alterada em 13/02 às 21h04min

Gestores de aeroportos investem em dados

Chiaravalloti diz que Brasil precisa avançar para diminuir gap

Chiaravalloti diz que Brasil precisa avançar para diminuir gap


UNISYS/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Melhorar a experiência dos passageiros desde o check-in, despacho de bagagens, imigração, compras e na própria viagem tem sido um desafio e tanto para os aeroportos no mundo todo. Por isso mesmo, os gestores dessa área estão atentos para a necessidade de usar os dados gerados no dia a dia de forma mais inteligente como forma de agilizar o atendimento e aumentar a segurança e as receitas. A maioria (59%) dos entrevistados para uma pesquisa realizada pela empresa Unisys indica que tem planos de investir em soluções de análise avançada de dados em um período que varia entre um e cinco anos. Destes, apenas 3% disseram não ter planos de investir em Data Analytics de nenhuma forma, e menos de um terço (31%) afirmou que já está usando esse tipo de solução.
O maior interesse está em aplicar essas soluções de Data Analytics para melhorar o fluxo de passageiros (27%), fazer o rastreamento de ativos e operações aeroportuárias (22%), geolocalização e sistemas de sinalização nos aeroportos (22%) além de hábitos de compra dos passageiros nas lojas (15%). "De uma forma geral, há a consciência de que é preciso aumentar as receitas e proporcionar uma grande experiência para os viajantes", avalia o responsável pela área de Analytics e cientista de dados sênior da Unisys, Mark Loucks. A Unisys realizou entrevistas com 29 executivos e profissionais do setor durante a Airports Council International - Conferência Anual e Assembleia Geral na América do Norte, no ano passado.
Os principais aeroportos no mundo se modernizaram nos últimos anos, o que inclui desde a adoção de tablets e aplicativos para melhorar a experiência das pessoas até aprimoramento na área de segurança. Uma das novidades foi o implantação de quiosques de autoatendimento com reconhecimento para controle de passaportes, capazes de fornecer uma entrada segura e rápida para aqueles viajantes que não são considerados um risco.
Um dos projetos dessa área no qual a Unisys participou foi a implementação do sistema de reconhecimento facial no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova Iorque (EUA). A ferramenta permite que a Agência de Fiscalização de Alfândega e Controle de Fronteiras identifique rapidamente passageiros que tentam ingressar no país com passaportes falsos ou roubados. Os oficiais digitalizam e visualizam as informações biográficas e biométricas contidas nos passaportes dos viajantes, enquanto uma câmera capta as imagens faciais em tempo real. A partir disso, conseguem rapidamente comparar a imagem dos passaportes eletrônicos com as fotos capturadas no aeroporto. Caso as imagens não coincidam, o cidadão pode estar sujeito a uma investigação adicional.
A segurança, de fato, está direcionando a adoção mais rápida de análise de dados avançada. "A capacidade das câmeras está evoluindo, e isso está ajudando a potencializar o reconhecimento facial em tempo real, o que permite aos agentes observar atividades suspeitas e rastrear indivíduos no aeroporto", comenta Loucks.
Os ganhos também podem ser sentidos em diversas outras áreas. Há um aumento, por exemplo, na utilização de análises de dados em tempo real como uma maneira de entender onde os viajantes se conectam e os padrões de tráfego global, até para aumentar as vendas. Outra tendência é o uso de dados das redes sociais para entender o sentimento dos clientes em tempo quase real e até mesmo riscos potenciais.
E os aeroportos brasileiros em que patamar se encontram dessa evolução? O diretor responsável pelo setor de Transporte Aéreo na Unisys para a América Latina, Clóvis Chiaravalloti, comenta que houve um aumento dos investimentos em função das Olimpíadas e da Copa do Mundo. Porém ainda há muito a ser feito. "No Brasil, os aeroportos só disponibilizam apps para fornecer dados gerais, mas não estão conectados com a área de shopping, de segurança ou de check-in", diz. Segundo ele, a parte de varejo dos aeroportos tem recebido mais investimentos nessa área, especialmente quando o foco é usar os dados de forma inteligente a ponto de perceber as tendências de consumo e realizar campanhas direcionadas.
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