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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017. Atualizado às 08h51.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Cobre sobe com preocupações com oferta em meio a greve e ameaça de interrupções

Os preços do cobre atingiram o maior nível em 20 meses nesta segunda-feira (13), em meio a uma greve na maior mina de cobre do mundo e ameaça de interrupções no fornecimento em uma mina na Indonésia, o que tem gerado preocupações em relação à oferta.

Por volta das 9h15min (de Brasília), o contrato de três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subiu 0,10% para US$ 6.097 por tonelada métrica, seu ponto mais alto desde o final de maio de 2015. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março avançava 0,76%, a US$ 2.7890 a libra-peso, às 9h30.

"A curto prazo, os preços do cobre devem continuar a serem negociados pautados pela greve na minha de Escondida, no Chile, bem como pelas notícias na grande mina Grasberg na Indonésia, que também está em risco de interrupções na produção se uma licença de exportação não for concedida pelo governo nas próximas semanas", disse o JP Morgan em nota.

As preocupações com a oferta superam um dólar ligeiramente mais forte, uma vez que os ganhos no setor dos metais conduziram a aumentos nos mercados da Austrália e da Europa.

Na semana passada, as negociações entre a administração e os trabalhadores da mina Escondida, no deserto de Atacama, no norte do Chile, falharam e os trabalhadores entraram em greve desde quinta-feira. Na sexta-feira, a BHP Billiton, maior proprietária da mina, disse que não seria capaz de cumprir contratos de entregas ou entregas de cobre como resultado da greve, de acordo com um porta-voz.

Os investidores também estão atentamente à procura de notícias na mina de Grasberg da Freeport-McMoRan na Indonésia. A empresa disse que fará cortes na produção se não receber uma licença de exportação do governo até o meio do mês.

Os analistas estimam que as duas minas combinadas produzem cerca de 10% da oferta mundial de cobre.Mas se o desacordo com as exportações for resolvido, isso poderá abrir caminho para a retomada das exportações de concentrado de cobre, de acordo com o Commerzbank. Essas exportações estão suspensas desde 12 de janeiro.

Entre outros metais na LME, o chumbo subia 1,71%, a US$ 2,443 por tonelada métrica, o zinco avançava 0,89%, a US$ 2.952 por tonelada, o níquel tinha alta de 0,89%, a US$ 10.745 por tonelada e o estanho ganhava 1,75%, a US$ 19,756 por tonelada. O alumínio, por sua vez, recuava 0,13%, a US$ 1.873,50 a tonelada métrica.
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