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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017. Atualizado às 18h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

10/02/2017 - 17h38min. Alterada em 10/02 às 19h18min

Standard & Poor's eleva rating da Petrobras de B+ para BB-

S&P manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo e reafirmou a perspectiva negativa

S&P manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo e reafirmou a perspectiva negativa


VANDERLEI ALMEIDA/AFP/JC
Folhapress
Pouco mais de dois anos após retirar o selo de bom pagador da Petrobras, a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) decidiu elevar a classificação de risco da empresa, sob a justificativa de que houve melhoras na estrutura financeira e maior previsibilidade.
Em comunicado divulgado nesta sexta (10), a S&P elevou a nota da empresa de B+ para BB-, ainda três degraus abaixo da primeira nota considerada grau de investimento (BBB-), selo conferido a empresas com menor risco de calote .
Também nesta sexta, a S&P manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo e reafirmou a perspectiva negativa, o que significa que o país pode ter o rating rebaixado nos próximos meses.
Com a elevação, a Petrobras tende a pagar taxas menores quando tomar empréstimos com o mercado financeiro.
No comunicado, a S&P justifica a decisão dizendo que a Petrobras persegue uma estratégia focada em redução acelerada da dívida e fortalecimento de sua liquidez.
"Na nossa opinião, o estabelecimento de uma política de preços [dos combustíveis] garante visibilidade aos fluxos de caixa e uma estrutura de capital mais equilibrada", diz a agência.
No entanto, continua, mudanças nos controles internos ainda estão em estágio inicial e há dúvidas sobre a sustentabilidade desse processo em caso de mudança na gestão ou no governo.
A Petrobras perdeu o selo de bom pagador conferido pela S&P em dezembro de 2014, quando enfrentava dificuldades para fechar seu balanço financeiro diante das denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato.
Desde então, houve novos rebaixamentos, provocados pelas incertezas sobre a capacidade da estatal para lidar com seu elevado endividamento.
"A administração da Petrobras mudou para melhor e a volta do grau de investimento é questão de tempo. Hoje, a empresa está voltada para acionista e não para políticas governamentais como antes", comentou Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset Wealth Management.
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