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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 10/02/2017. Alterada em 09/02 às 22h38min

Safra de grãos deve bater recorde histórico

Resultado da soja se origina muito mais da expansão de área em 10 anos do que da produtividade

Resultado da soja se origina muito mais da expansão de área em 10 anos do que da produtividade


EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
A produção de grãos no Brasil deve crescer 17,4% na safra de 2016/2017, com um aumento de 32,5 milhões de toneladas em relação à safra anterior. A estimativa foi divulgada, nesta quinta-feira, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e chega ao recorde de 219,1 milhões de toneladas. Este é o quinto levantamento desta safra feito pela Conab.
A estimativa positiva se deve principalmente ao aumento da produtividade média das culturas, em recuperação às condições climáticas desfavoráveis da safra passada. Além disso, esse levantamento inclui a área de culturas de segunda safra. A área total tem perspectivas de ampliação de 2,1%, podendo chegar a 59,5 milhões de hectares em relação à safra 2015/2016. Para a soja, a projeção é de crescimento de 10,6% na produção, podendo atingir o recorde de 105,6 milhões de toneladas, e ampliação de 1,6% na área.
O milho total deve atingir 87,4 milhões de toneladas, sendo 28,8 milhões para a primeira safra e 58,5 milhões para a segunda. A segunda safra de milho, entretanto, pode ser alterada, já que ainda está sendo plantada. A ampliação da área total de milho deve ultrapassar os 11 milhões de hectares.
Segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto, o número recorde de produção de soja se deve muito mais ao aumento de área do que à produtividade. "Nas últimas 10 safras, a soja cresceu 58,5% em área e 11% em produtividade", disse. Já no caso do milho, a área cresceu 11,8%, e a produtividade, 33,2%, em 10 safras. "E para o milho ainda há tecnologia para suportar o crescimento de produtividade", explicou.
O recuo de 4,4% na produção de milho e de 5,1% na de soja deve resultar na queda de 1,9% na produção gaúcha de grãos na safra 2016/2017. A previsão da Conab é de que a colheita fique em 32,38 milhões de toneladas ante 33,02 milhões de toneladas do período 2015/2016. O maior avanço em percentual no Estado foi registrado no trigo, com alta de 70,5%, saindo de uma safra de 1,46 milhão de toneladas no ciclo anterior para 2,49 milhões de toneladas no atual. Em seguida, aparece o arroz, com elevação de 15,2%, chegando a uma safra de 8,47 milhões de toneladas.
Pelos dados apresentados, o Rio Grande do Sul se mantém como o terceiro maior produtor de grãos do País, atrás apenas do Mato Grosso e do Paraná, afirma o gerente de levantamento e avaliação de safras da Conab, Cleverton Santana. O Estado representa em torno de 15% do total estimado para a safra nacional.
A estimativa positiva se deve à produtividade média das culturas, em recuperação da influência negativa das condições climáticas da safra passada. A área total também tem números positivos, com perspectivas de ampliação em 2,1% ou 1,2 milhão de hectares, quando comparada à safra anterior, podendo chegar a 59,5 milhões de hectares. Esse é o primeiro prognóstico de área que incluiu as culturas de segunda safra.
Pela primeira vez, a Conab apresenta estimativa desagregada de produção de arroz cultivado nos sistemas sequeiro e irrigado, além dos números da expansão da irrigação no Brasil e sua importância na safra de grãos, com informações da Agência Nacional de Águas (ANA). A previsão total de arroz é de 11,9 milhões de toneladas, um aumento de 11,9% frente à safra anterior, com 1,1 milhão de toneladas de sequeiro e 10,8 milhões de irrigado.
A tendência, como nos levantamentos passados, é de retração da área plantada do arroz de sequeiro em quase todos os estados produtores. Por competir área de soja com milho, uma vez que são cultivadas no mesmo período, na maior parte das vezes, ela perde lugar para estes cultivos em função da sua menor rentabilidade. Em Mato Grosso, estado com a maior área plantada de sequeiro, é um exemplo dessa retração, principalmente pela competitividade com a soja no estado. Já as áreas cultivadas sob irrigação, sobretudo provenientes do ecossistema várzeas, a tendência é de manutenção e/ou incremento do seu cultivo. O Rio Grande do Sul, maior estado produtor, deve aumentar a área plantada.
A produção estadual de arroz representa 70% da nacional. A produtividade, em 2017, deve apresentar aumento em relação a 2016 devido principalmente à melhora nas condições climáticas da região. "Em 2016 houve muita chuva, o que não deve se repetir em 2017. Projetamos que haverá a incorporação das safras perdidas, e a produção de arroz irrigada no Estado crescerá aproximadamente 12%, dentro da média nacional", diz Santana.

Farsul irá participar de rodada de negociações com mexicanos

O pedido da Farsul de inclusão do arroz na rodada de negócios com representantes mexicanos foi atendido. A federação também foi convidada, pelo Ministério da Agricultura, a participar do encontro da comitiva que será liderada pelo secretário da Agricultura do México, Eduardo Calzada Rovirosa, nos dias 20 e 21 de fevereiro, em São Paulo. Além do acréscimo do cereal na pauta, que já contava com soja e carnes bovina e suína, foram adicionados produtos lácteos, aves, milho, trigo, entre outros.
Conforme o presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, o potencial de exportação do cereal é muito grande, e o México se apresenta como um novo mercado. "O México é um potencial novo que surgiu em função desses problemas com os Estados Unidos. Agora, eles vão buscar outras praças, e o nosso arroz tem qualidade e quantidade. Além disso, a orizicultura precisa de um empurrão", comemora. A estimativa é que o país possa consumir até 400 mil toneladas por ano do cereal brasileiro.
A partir da próxima semana, a Farsul irá conversar com as demais entidades representativas para montar uma proposta que defenda os interesses dos produtores gaúchos. "Não iremos apenas pelo arroz, mas representando outras cadeias, como leite, soja e milho."

Previ vende participação na Kepler Weber para AGCO

A Previ fechou, nesta quinta-feira, a venda de sua participação de 17,48% no capital da fabricante de silos Kepler Weber para a AGCO. O negócio injetará cerca de R$ 100 milhões no caixa do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e reforça a estratégia de aproveitar oportunidades de desinvestimento e concentrar participações em ativos com alta liquidez. Em setembro, a Previ anunciou a alienação de sua fatia na empresa de energia CPFL para a chinesa State Grid. Antes, em 2014, se desfez dos 5,07% que detinha na siderúrgica mineira Usiminas.
O valor firmado em contrato de R$ 22,00 por ação, sujeito a ajuste, representa uma valorização de 25,71% em relação ao preço atual do ativo, que está cotado em R$ 17,50. O fechamento da operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além disso, a AGCO deverá atingir o percentual mínimo de 65% do capital social da Kepler.
Fundada há mais de 85 anos, a Kepler Weber atua no setor de agronegócios, na etapa pós-colheita da cadeia produtiva de grãos. Em setembro de 2007, a Previ participou ativamente da reestruturação financeira e operacional da empresa. De lá até o fim de 2016, os papéis da Kepler obtiveram retorno de 26,64% sobre o Ibovespa.
A Kepler estava na carteira de participações do Plano 1, o maior e mais antigo da Previ, assim como CPFL e Usiminas. O negócio com a CPFL Energia deve render R$ 7,5 bilhões - até agora R$ 5,1 bilhões entraram no caixa do fundo e o restante virá de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) a ser realizada pela nova controladora. Na prática, houve um ganho de R$ 2,9 bilhões em relação ao valor registrado pela participação no balanço de 2015. No caso da Usiminas, o fundo levantou R$ 616,7 milhões, o que representou um ganho de 82% sobre o valor das ações da empresa negociadas em bolsa.
A ordem na Previ é deixar a carteira de participações preparada para aproveitar oportunidades. Ao anunciar a venda da CPFL, a Previ destacou que desinvestimentos em renda variável deveriam se intensificar, tendo como foco a geração de liquidez do Plano 1. O volume de pagamentos aos cerca de 115 mil associados no plano vai crescer nos próximos anos, até atingir seu ápice, em 2040.
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