Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 06 de fevereiro de 2017. Atualizado às 18h23.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 06/02 às 19h24min

Petróleo fecha em baixa com preocupações sobre produção de xisto nos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, 6, em reação a relatos de aumento na produção da óleo de xisto nos Estados Unidos.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para março fechou em queda de 1,52%, a US$ 53,01 por barril. Já o petróleo Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange (Ice), recuou 1,92%,a US$ 55,72 por barril.
"Há uma batalha em curso entre os cortes de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os produtores de xisto dos EUA. O mercado parece ter encontrado um bom equilíbrio entre US$ 52 e US$ 54", disse Bob Yawger, diretor da divisão de futuros da Mizuho Securities USA.
Segundo a Baker Hughes, o setor de óleo de xisto americano somou 17 novos poços e plataformas em atividade no país na semana passada, elevando o total para 583. Alguns analistas e observadores do mercado preveem que 2017 será um ano de retorno para o óleo de xisto após dois anos de corte de custos. "Esperamos um forte renascimento na produção de óleo de xisto dos EUA e esperamos ainda mais plataformas adicionadas ao mercado", disse Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, com sede em Estocolmo. Segundo o analista, a quantidade de plataformas em atividade poderá ser superior a mil até 2019.
Uma produção nacional maior nos EUA poderia minar o efeito dos cortes atuais na produção da Opep e de outros grandes produtores, principalmente se as exportações dos EUA começarem a ter impacto em mercados-chave na Ásia. No entanto, os cortes liderados pelo cartel não mostram sinais de fim do otimismo no mercado de petróleo.
"O tom mais firme no petróleo é parcialmente atribuível ao fato de que a Opep parece ter conseguido firmar um acordo bastante respeitável até agora", disse a empresa de serviços financeiros INTL FCStone, sugerindo que o cartel e outros 11 produtores não membros da Opep atingiram um nível de 75% de efetividade nos cortes.
Eventos geopolíticos também afetaram os preços do petróleo nos últimos dias. A atual tensão entre os EUA e o Irã é vista pelo Commerzbank como um suporte para o atual nível dos preços da commodity. O teste de um míssil balístico por Teerã levou a temores de que o acordo nuclear assinado no início do ano passado pode ser abandonado. Na sexta-feira, o governo dos Estados Unidos impôs sanções a 25 entidades e indivíduos iranianos por darem suporte aos testes de mísseis do Irã.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia