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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Notícia da edição impressa de 07/02/2017. Alterada em 06/02 às 21h58min

Rio Grande do Sul recebe cerca de 8% dos financiamentos do Bndes

Instituição desembolsou maior parte dos recursos para o agronegócios e a indústria, disse Maria Silvia

Instituição desembolsou maior parte dos recursos para o agronegócios e a indústria, disse Maria Silvia


JONATHAN HECKLER/JC
Carolina Hickmann
Dos R$ 88,3 bilhões desembolsados pelo Bndes no ano passado, R$ 6,98 bilhões foram investidos no Rio Grande do Sul, valor que representa pouco menos que 8% do total liberado pelo banco de fomento nacional. A principal matriz econômica do Estado, a agropecuária, recebeu R$ 2,13 bilhões. A presidente do Bndes, Maria Silvia Bastos Marques, participou de reuniões no Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), onde tratou de questões relacionadas ao setor em curto, médio e longo prazo.
"O Sul tem uma posição privilegiada por conta da agricultura, que é o único setor que segue crescendo no País", lembra a presidente. No ano passado houve queda nos desembolsos do banco em 35%. Na comparação por setores, apenas a agropecuária avançou. Sua expansão foi de 1%.
"No Rio Grande do Sul são dois grandes e importantes focos, a indústria e certamente a agricultura", relatou a presidente. No ano passado foram destinados R$ 2,14 bilhões em recursos para a indústria gaúcha. As agendas de Maria Silvia garantiram a sua aproximação da realidade do Estado e de um dos principais parceiros do Bndes, o próprio BRDE. Esta foi a primeira ida a campo da presidente, que ocupa o cargo há oito meses.
O encontro também serviu para a consolidação de uma agenda em comum entre as instituições, que até o fechamento desta reportagem ainda não havia sido divulgada. "São coisas que poderemos fazer em conjunto nesse momento de transição econômica", relata. Em suma, as instituições estão analisando meios de tornar os créditos mais ágeis. "O nosso objetivo é que nosso crédito possa ter a maior capilaridade possível de tomadores na ponta", explica Maria Silvia.
Nesse sentido também estão outras mudanças já anunciadas, como a os prazos de financiamento do Finame, que foram dobrados este ano. "Esta é uma das mudanças mais importantes de sinalização. Ela dá um fôlego adicional no curto prazo", alega a presidente. Maria Silvia esteve também esteve reunida com a diretoria da AGCO, tratando de questões ligadas ao setor.
O Bndes também passou por outras mudanças significativas, como a disponibilidade de capital de giro. "Essa não é uma função básica de um banco de desenvolvimento, mas nesse período em que temos empresas falindo por falta de acesso é importante", afirma. Há nove anos o banco não passava por uma revisão de suas políticas de crédito dessa amplitude. "Estamos tendo um retorno positivo com isso", conta a presidente.
A executiva, no entanto, lembra que ainda temos um grau de endividamento empresarial e pessoal bastante elevado no País, mas acredita em uma mudança ao longo dos próximos 12 a 24 meses. "Viemos de dois anos de recessão, se tivermos um crescimento de 0,5% já é bastante expressivo."
Sobre a possibilidade de uma auditoria no banco de fomento ligadas à Operação Lava Jato, Maria Silvia alega que a instituição já colabora com todos os órgãos de controle. "São muito pedidos de informação e iremos continuar colaborando", comenta a presidente, que afirma que tudo o que é de interesse do País também é do Bndes.
 

Caixa lança hoje Programa de Demissão Voluntária para até 10 mil funcionários

A Caixa Econômica Federal abrirá programa de demissão voluntária para até 10 mil funcionários hoje e planeja economizar R$ 1,8 bilhão em 2018, afirmou o presidente do banco, Gilberto Occhi. Hoje a Caixa tem 95 mil funcionários, sendo que 30 mil têm mais de 15 anos de casa e poderão aderir ao programa para deixar a instituição.
A intenção de diminuir o quadro de servidores foi anunciada em novembro do ano passado por Occhi, e a expectativa era de que o plano pudesse ser anunciado ainda em janeiro, mas dependia da aprovação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda.
"O PDV terá boa atratividade e a partir de amanhã (hoje) os empregados da Caixa que estão entre os elegíveis, com mínimo de 15 anos na Caixa, terão opção de aderir", afirmou após evento no Palácio do Planalto.
Com a medida, a Caixa segue o Banco do Brasil e outras estatais (como Correios e Eletrobras) em um movimento para enxugar despesas com pessoal e aproximar sua estrutura administrativa de seus pares privados.
A Caixa tem hoje menos funcionários que Banco do Brasil (99,8 mil) e Bradesco (cujo número de empregados saltou para quase 110 mil após a incorporação do HSBC, em julho de 2016), mas ainda assim, o índice de eficiência é pior que o de seus pares, de 54%. Nos demais grandes bancos, o indicador está abaixo dos 50%. Esse índice mede o quanto a instituição gasta para gerar cada real de receita. Quanto menor, melhor.
A Caixa tem também menos agências que Bradesco, Banco do Brasil e Itaú. Mas quando se compara o número de funcionários por agência, o índice da Caixa é muito superior. São quase 28 servidores por unidade, ante cerca de 20 nas demais instituições financeiras. Além de atender correntistas, o banco público é responsável por fazer os pagamentos de benefícios sociais como do INSS, PIS e FGTS. Esse público também é atendido em lotéricas de todo o País.
O público-alvo do PDV da Caixa é semelhante ao atingido pelo programa de aposentadoria lançado pelo Banco do Brasil (BB) no final do ano passado.
De 18 mil funcionários que poderiam deixar a instituição financeira, 9.409 aceitaram a oferta do banco e se aposentaram. Com isso, o BB desembolsou
R$ 1,4 bilhão em incentivos, mas deve economizar R$ 2,3 bilhões em despesas neste ano.
O Banco do Brasil reduziu o quadro para aproximadamente 100 mil empregados e também anunciou um programa de enxugamento de 781 agências.
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