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Porto Alegre, terça-feira, 07 de fevereiro de 2017. Atualizado às 07h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 07/02/2017. Alterada em 07/02 às 08h06min

Segurança na web exige atenção dos usuários

Especialista afirma que privacidade depende do nível de conhecimento do que está sendo exposto na rede

Especialista afirma que privacidade depende do nível de conhecimento do que está sendo exposto na rede


KIM DONG-HYUN/AFP/JC
Patricia Knebel
O uso seguro da internet, cada vez mais, passa pelos cuidados dos usuários com os dados pessoais expostos na rede mundial. Provedores de e-mails, sites, aplicativos e redes sociais, via de regra, recolhem constantemente informações sobre os hábitos dos internautas.
"A privacidade, hoje em dia, depende de termos conhecimento do que estamos expondo para desconhecidos", relata o especialista em segurança de dados e membro da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Antônio Augusto de Aragão Rocha.
A privacidade, aliás, é um dos focos do Safer Internet Day, o Dia Internacional da Internet Segura, comemorado hoje no mundo todo. Criado pela Rede Insafe na Europa, a iniciativa reúne mais de 100 países para mobilizar usuários e instituições em torno da data e estimular um uso livre, seguro, ético e responsável das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
Em um mundo onde, cada vez mais, todos estão conectados e expostos, muitas vezes misturando vida privada e pública, revelando identidades e informações pessoais, a privacidade on-line é uma preocupação crescente. "Vemos crianças, adolescentes e adultos usando as novas tecnologias sem a devida orientação e sem nem imaginar os riscos de colocar fotos públicas ou fazer check-ins nos lugares", relata Rocha.
Especialistas no assunto destacam que um dos grandes desafios nessa área é buscar caminhos e soluções para garantir a proteção dos dados que a maioria das pessoas disponibiliza, sem ter consciência disto, em troca da gratuidade de serviços e produtos oferecidos na internet.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e especialista em Segurança da Informação, Francisco Camargo, comenta que a privacidade, cada vez mais, se opõe ao conforto. "Quando eu uso o Waze em São Paulo, eu abro para eles todo o meu trajeto de deslocamento pela cidade e o meu destino", exemplifica.
O que vivemos hoje em dia, observa, é uma espécie de briga da muralha com o canhão. Você engrossa a muralha, e os criminosos vão lá e aumentam o tiro do canhão. "Não tem como vencer, então, o que as entidades, as empresas e o governo precisam fazer é ajudar a população a se tornar mais consciente dos riscos", ressalta.
O engenheiro de segurança da Norton, Nelson Barbosa, comenta que pequenas ações do dia a dia podem servir de munição para os cibercriminosos. "Se você coloca foto da sua filha com o uniforme da escola, eles conseguem identificar o local onde ela estuda e até mesmo os horários. A partir disso, traçam uma rotina para monitorar, e o crime pode sair do mundo digital", alerta. O mesmo acontece se a pessoa posta que está indo viajar, o que pode revelar que a casa estará sozinha.
Nelson Barbosa comenta que a busca por dados pessoais dos usuários está levando a um aumento da ameaça de phishing, golpe virtual que visa roubar dados pessoais das vítimas.
A proporção de brasileiros que já receberam mensagens fraudulentas na internet ultrapassa os 90%, e, o mais grave, 32% deles não sabem diferenciar uma mensagem verdadeira de um golpe, de acordo com uma pesquisa da empresa de segurança Norton.
Além disso, 80% das vítimas que caíram na armadilha sofreram consequências. "As mensagens fraudulentas enviadas pelos cibercriminosos estão evoluindo e está cada vez mais difícil de identificá-las", afirma o engenheiro de segurança.
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