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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de fevereiro de 2017. Atualizado às 10h16.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

06/02/2017 - 11h20min. Alterada em 06/02 às 11h20min

Bovespa testa o patamar dos 65.000 pontos, mas tem leve recuo

O Índice da bolsa brasileira testa o patamar dos 65.000 pontos desde a abertura do pregão desta segunda-feira (6). O movimento ora se enfraquece ora se fortalece ao sabor de blue chips como as da Vale. Por volta das 11 horas, o Ibovespa marcava 64.875,38 pontos, em baixa de 0,12%.
Um analista lembra que a queda de quase 2% na cotação do minério de ferro na China conduz a performance dos papéis da mineradora brasileira. "Mas as notícias de fundo corporativo podem até anular os efeitos negativos vindos de fora, como ocorreu na sexta-feira", disse.
Tendo como base de médio prazo as boas perspectivas com relação à retomada da economia doméstica, o pregão desta segunda-feira abriu positivo. Analistas ouvidos pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) dizem acreditar que, apesar do sinal de alta, a performance durante o dia tende a seguir tímida, ou seja, não passando de 1%.
O comedimento, explicam, é resultado de cautela dos investidores tanto com relação aos próximos passos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto a novidades na cena interna, em especial, na política.
Mas um operador nota que, de acordo com as incertezas que novas medidas de tragam, os investidores não-residentes no Brasil devem mudar posições no exterior e seguir para o Brasil. "Podemos até ganhar com isso", afirmou. Na sexta-feira passada, o anúncio da desregulamentação sobre o setor financeiro impulsionou as ações de bancos das bolsas pelo mundo.
"A chegada do índice em torno dos 65.000 pontos torna a performance mais comedida", disse um operador de uma corretora que não quis ter seu nome divulgado. Na sexta-feira o Ibovespa chegou a tocar o patamar dos 65.000 pontos, mas não se sustentou, fechando aos 64.953,93 pontos, em alta de 0,58%.
Janeiro foi um mês mais tranquilo na parte política com o recesso do Congresso, o que abriu espaço para a bolsa acumular ganhos em torno de 8%. Agora, com o início efetivo dos trabalhos no Legislativo federal, comandados pelos aliados do presidente Michel Temer, os investidores ficam atentos à aprovação das reformas.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, previu a aprovação da reforma da Previdência no primeiro semestre deste ano e o envio da reforma Trabalhista ainda em 2017.
Nesta segunda, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, se encontra com o ministro da Previdência, Marcelo Caetano. "Muito disso o andamento da reforma já está no preço, uma vez que a base de apoio do presidente tem mostrado que tudo o que ele coloca para votar, aprova", nota o operador de uma corretora.
Na agenda, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, participa do Comitê Econômico e de Assuntos Monetários e os Estados Unidos divulgam o Índice de Tendência de Emprego de janeiro.
Ainda, o juiz Sergio Moro e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia participam de eventos em Nova Iorque.
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