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Porto Alegre, domingo, 05 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 06/02/2017. Alterada em 05/02 às 20h23min

Colheita da terceira maior coleção de uvas privadas do mundo é aberta no Estado

No final da vindima 2017, serão realizadas microvinificações que resultarão no Vinummundi 2017

No final da vindima 2017, serão realizadas microvinificações que resultarão no Vinummundi 2017


GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/JC
Há sete safras, o Instituto R. Dal Pizzol e a Dal Pizzol Vinhos Finos reuniram convidados para a Colheita Simbólica no Vinhedo do Mundo, na Rota Cantinas Históricas, em Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves. A coleção é a terceira maior do mundo, com cerca de 400 variedades de uvas dos cinco continentes, 350 já em produção. O governador José Ivo Sartori prestigiou o evento.
Cada convidado viveu a experiência da vindima, colhendo um cacho de uva. Ao final, 50 variedades de diferentes procedências foram colhidas. O Vinhedo do Mundo tem se tornado um dos ícones da civilização do vinho no Brasil, ocupando um pequeno espaço de 0,7 hectare. A Colheita Simbólica celebra a vindima, enaltecendo o patrimônio da cultura do vinho. "O momento é realmente de celebrar. E este ano estamos tendo uma safra dentro do esperado, diferente do que aconteceu no ano passado em que centenas de produtores foram prejudicados pelo mau tempo. O Vinhedo do Mundo é a prova de que o vinho é um produto cultural carregado de emoções. Certamente, o que está no cálice é 30%, os outros 70% estão fora dele", enfatizou Rinaldo Dal Pizzol, presidente do Instituto R. Dal Pizzol.
Ao término da vindima 2017, quando todas as uvas do Vinhedo do Mundo terão sido colhidas, conforme sua maturação, serão realizadas microvinificações que resultarão no Vinummundi 2017 - o Vinho do Mundo, oferecido apenas para convidados especiais na colheita de 2018. O Vinummundi é um vinho cultural, não comercializado, que expressa e simboliza a solidariedade dos povos e suas culturas.
O Vinhedo do Mundo é uma das atrações do Ecomuseu da Cultura do Vinho, que reúne em 80 mil metros quadrados de área uma coleção botânica, animais silvestres e domésticos, uma sala de exposições com objetos, fotos, documentos e centenas de garrafas de vinhos que contam a história do produto no Brasil e no mundo. Outra preciosidade do local é uma réplica do primeiro vinhedo construído pelos imigrantes, a partir de 1875, todo em madeira e sem fios de arame. A história da Dal Pizzol também pode ser contada por meio da Enoteca, uma antiga fornalha da olaria da família onde estão guardados os vinhos elaborados pela vinícola desde sua fundação.
Durante o ano, o Vinhedo do Mundo pode ser visitado por aficcionados, estudiosos e interessados de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h30. Para grupos é preciso agendar reserva pelo telefone 54 3449 2255/ Fax 54 3449 2222 ou e-mail dalpizzol@dalpizzol.com.br
Após o ritual da Colheita Simbólica no Vinhedo do Mundo, 85 garrafas de vinho foram guardadas a uma profundidade de 1 metro, dentro de um barril de carvalho. O evento cultural e histórico resgata um hábito dos ancestrais da família Dal Pizzol. O avô Giovani Bastista, primogênito do imigrante Martino, costumava guardar, em anos de safras excepcionais, algumas garrafas de vinho branco Peverela, variedade de colheita tardia. As garrafas eram guardadas na casa paterna, localizada na Linha Paulina, em Faria Lemos. Isto ocorria sempre entre os meses de maio e junho, no final do outono.
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