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Porto Alegre, domingo, 05 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

Notícia da edição impressa de 06/02/2017. Alterada em 05/02 às 20h16min

Ocupação e valor das diárias recuam no Estado

Rede hoteleira de Gramado elevou o padrão e investiu mais de R$ 300 milhões nos últimos 10 anos

Rede hoteleira de Gramado elevou o padrão e investiu mais de R$ 300 milhões nos últimos 10 anos


EDISON VARA/PRESSPHOTO/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
O Rio Grande do Sul tem vivido momentos de queda na taxa de ocupação hoteleira, seguidos de baixa nos valores médios de diárias na maioria dos estabelecimentos, principalmente na Capital. Em Porto Alegre, somente em 2016, um total de dois mil leitos desapareceram da hotelaria, com o encerramento das atividades de oito empresas do ramo. A maioria no Centro Histórico, afirma o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), José Justo. Responsável pelo Instituto de Pesquisas e Análise Conceitual em Turismo (In-Pact), o dirigente realiza mensalmente um levantamento do setor, com indicadores de cerca de 600 meios de hospedagem, que ofertam 30 mil leitos em 13 cidades-polo do Estado. "Considerando os resultados dos últimos meses, dá para dizer que a hotelaria gaúcha está praticamente parada", alerta Justo.
Localizada no maior polo econômico gaúcho, a ocupação hoteleira de Porto Alegre manteve-se em 56%, mesmo indicador do ano de 2015, porém, com o agravante que, além dos milhares de leitos que "sumiram" do mercado, alguns hotéis desativaram quartos como forma de redução de custos. No ano passado, segundo o estudo, as empresas de hospedagem da Capital tiveram a queda mais significativa no que se refere aos valores da diária média, que ficaram abaixo de R$ 100,00. Para tornar mais sustentável o negócio, as redes hoteleiras de Porto Alegre - onde o principal turista é o de negócios - optaram por diárias mais baratas, com padrão de qualidade mais popular, explica o dirigente da Abih. Exemplo disso são os empreendimentos da Rede Suarez, que fechou seu maior hotel em Novo Hamburgo e investiu em novos hotéis em Porto Alegre, com valores mais em conta. "As diárias ficam, em média, de R$ 100,00 a R$ 130,00", calcula o diretor da rede, Manuel Suarez.
Atualmente, a Rede Suarez tem 14 unidades em todo o Estado, com hospedagens em Porto Alegre e Novo Hamburgo, específicas para atender ao turismo corporativo. E ainda com esses valores, a taxa de ocupação atual da empresa tem oscilado entre 45% a 50% do total de leitos. "Estamos um pouco acima do ponto de equilíbrio. Só sustenta a operação, mas não remunera o investimento", diz Suarez. Recentemente, o grupo injetou verba no hotel Express Centro Histórico - uma operação de hospedagem econômica que conta com 110 apartamentos; no Express Rodoviária, com 145 apartamentos; e no Terminal Tur Hotel, 70 apartamentos, localizado em frente à Rodoviária. "Esses dois últimos prédios foram totalmente reformados", frisa o empresário. A média de investimento ficou entre R$ 30 mil e R$ 40 mil por apartamento, calcula Suarez. "Gramado fez o contrário. Toda rede hoteleira resolveu elevar o padrão e, com isso, também aumentar os preços das diárias", compara Justo. "No total, foram investidos mais de R$ 300 milhões em meios de hospedagens de Gramado nos últimos 10 anos." Mas, apesar da quantidade de visitantes que usufruíram dos meios de hospedagem da cidade, a ocupação na cidade mais famosa da Serra caiu 6%, fenômeno causado pelo aumento de mais de 10% da oferta, explica o dirigente da Abih. "A diária média da cidade caiu ao redor de 15% em relação a 2015, e o tempo de permanência também encolheu, ficando em 2,76 dias, contra 3,32 em 2015."
Também o Litoral gaúcho viu a rede hoteleira crescer. Dentre os investimentos, a proprietária da rede Ficare Hotéis, Ivone Ferraz, injetou em torno de R$ 30 milhões em duas novas unidades. "Atualmente, estamos administrando 200 apartamentos", conta Ivone. Além de dois hotéis em Torres, a rede mantém uma hospedagem de padrão econômico no Centro de Porto Alegre, na rua Coronel Vicente. Ali, foram reformados 80 apartamentos, há cerca de um ano. "Em Torres, investimos em um hotel econômico e outro de luxo, para visitantes que chegam para participar de eventos - e que, em geral, levam pelo menos um acompanhante, que pode usufruir da piscina, massagem, recreação e outros atrativos", comenta Ivone.
 
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