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Porto Alegre, terça-feira, 31 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h02.

Jornal do Comércio

Política

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Investigação

Alterada em 31/01 às 19h02min

MPF denuncia ex-prefeito e mais 97 por esquema de corrupção em Foz do Iguaçu

Agência Brasil
O Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) ofereceu denúncia contra 98 pessoas por esquema criminoso em Foz do Iguaçu, no oeste do estado. Entre os denunciados está o ex-prefeito da cidade Reni Pereira (PSB), apontado como chefe da organização criminosa. O esquema também inclui vereadores atuais e antigos, secretários municipais da gestão de Pereira e empresários.
A denúncia tem por base as investigações da quinta e sexta fases da Operação Pecúlio, denominadas de Nipoti I e Nipoti II. Entre os crimes apurados pelo MPF-PR está o pagamento de um "mensalinho" aos vereadores em troca de apoio político na votação de projetos do Executivo. Os valores variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais e foram pagos a pelo menos 12 vereadores, segundo as investigações.
O texto também aponta outros crimes praticados pelo grupo, como a indicação de parentes dos vereadores para cargos na prefeitura e em empresas terceirizadas. Além disso, o grupo teria recebido propina para privilegiar o pagamento de empresas com contratos com a administração pública.
Os crimes apurados pelo MPF foram identificados por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos e colaborações premiadas de réus presos em fases anteriores da operação. Segundo a acusação, os 98 denunciados "integravam uma complexa organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas".
Os denunciados vão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraudes de licitações, organização criminosa, falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação e usurpação do exercício de função pública. Oitenta e cinco envolvidos no esquema já são réus na Operação Pecúlio. A ação penal tramita na 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.
A Agência Brasil não conseguiu localizar o advogado de Reni Pereira para falar sobre a denúncia.
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