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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h50.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 26/01/2017. Alterada em 26/01 às 19h52min

Senisse espera apoio da União para a Segurança

Kleber Senisse defende integração com outros órgãos públicos

Kleber Senisse defende integração com outros órgãos públicos


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Suptitz
No cargo de secretário municipal de Segurança Pública de Porto Alegre há 15 dias, Kleber Senisse aposta em duas linhas de trabalho para a pasta: integração com outros órgãos públicos e secretarias e parcerias para implementar o Fundo Municipal de Segurança. Ao participar do programa Politiquim, o secretário diz como vai agir para integrar mil câmeras de monitoramento existentes na Capital.
Os recursos que a prefeitura pretende arrecadar com o fundo, que ainda está em fase de criação, tornarão a Capital "protagonista no processo de segurança". Já o trabalho conjunto com outros setores da prefeitura e de fora parte da concepção de que segurança não é "ação somente de polícia". "Existem diversos setores dentro do sistema", completa.
O secretário, que é coronel da reserva da Brigada Militar (BM), fala ainda em ampliar a parceria da prefeitura com a BM e diz que espera receber recursos do governo federal, por fazer parte das cidades prioritárias dentro do Plano Nacional de Segurança.
Jornal do Comércio - A prefeitura pensa em pedir ampliação da permanência da Força Nacional em Porto Alegre?
Kleber Senisse - A Força Nacional é um elo da Secretaria Nacional de Segurança e um braço operacional. No momento em que Porto Alegre faz parte das cidades que deverão receber maior atenção do Plano Nacional de Segurança e aporte em todas as áreas - econômica, de inteligências de investigação, de recurso - vamos trabalhar de forma que se tire o máximo de proveito da Força Nacional como uma ferramenta de uso continuado. Mesmo sendo a relação mais direta entre Ministério da Justiça e governo do Rio Grande do Sul, possivelmente vamos a receber algum apoio das instituições que trabalhem para Segurança Pública que a União possui.
JC - Já estão trabalhando da criação do Fundo Municipal de Segurança?
Senisse - Sim. Consideramos o Fundo Municipal de Segurança como a ferramenta mais essencial do processo. A partir da sua existência, a prefeitura de Porto Alegre entra como protagonista no processo de segurança com a capacidade econômica, ou seja, temos como buscar recursos na iniciativa privada, com órgãos públicos, com estruturas mistas.
JC - Existe a possibilidade de formar parceria com a BM?
Senisse - Estamos iniciando esse processo de forma diferente. Todos os convênios e parcerias eram pontuais, como para o policiamento de determinado parque ou uma operação em determinado evento. Pretendemos fazer integração global, para que não haja necessidade, quando surjam novas situações, fazer todo o processo de convênio moroso, um gasto que muitas vezes já perdeu a importância temporal. Queremos uma integração que seja ampla e consiga ainda assim abranger as situações pontuais. O pessoal que está na reserva, por exemplo, pode ser excelente potencial humano que tem expertise de mais de 30 anos de segurança. Existem programas executados no Estado que podem ser aproveitados no município.
JC - Teria possibilidade legal de deslocar a Guarda Municipal para cumprir o que hoje é papel da BM?
Senisse - A Guarda Municipal não precisa entrar em competências de outras instituições se fizer o que é atrelado a ela, a parte de segurança patrimonial, policiamento nos parques, nas escolas, em pontos de grande interesse turístico da cidade. São ações integradas com outras instituições, todos interessantes nesse processo. Mas temos que trabalhar na causa do problema, não adianta trabalharmos somente nas consequências. Dentro dessa linha existem nichos para todas as instituições, o importante é cada uma trabalhar com excelência na sua área.
JC - Como pretendem fazer a integração com outras secretarias?
Senisse - Existe o GGIM (Gabinete de Gestão Integrada Municipal) e pretendemos a curto prazo ativá-lo, porque é justamente onde são participantes, órgãos municipais, de segurança estadual, Ministério Público, Justiça, Forças Armadas... Todos fazem parte, mas principalmente os órgãos que são vitais dentro desse sistema de segurança. Pretendemos tornar o gabinete não somente um órgão estratégico, mas fazer com que tenha uma relação tática com a execução operacional. Num primeiro momento temos ideia de que segurança é ação somente de polícia, mas existem diversos setores dentro do sistema.
JC - Na campanha se falou em cercamento eletrônico da cidade. Isso é possível?
Senisse - Conseguimos avançar no processo de instalação das câmeras de monitoramento nos parques da Redenção e Marinha do Brasil para fazer o cercamento eletrônico. A médio prazo, devemos estender para o Centro Histórico. E num prazo um pouco mais extenso, deveremos fazer o cercamento eletrônico de Porto Alegre, utilizando as câmeras que já possuímos integradas com as câmeras que o Estado possui, juntamente com as ações de pessoal e identificação facial e de placas, que se pretende no futuro.
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