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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de janeiro de 2017. Atualizado às 23h00.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 26/01/2017. Alterada em 25/01 às 21h15min

Lasier Martins assina ficha de filiação no PSD

Kassab (e) e Cairoli (d) referendaram ingresso de Lasier no partido

Kassab (e) e Cairoli (d) referendaram ingresso de Lasier no partido


JONATHAN HECKLER/JC
Marcus Meneghetti
"O presidente nacional da minha antiga sigla (Carlos Lupi, PDT) nunca me convidou nem para um cafezinho. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, me garantiu mais protagonismo. E, aqui, fui recebido por uma multidão, por sorrisos, abraços e fotografias", disse o senador Lasier Martins, depois de assinar a ficha de filiação no PSD, ao lado do presidente estadual licenciado da sigla, vice-governador José Paulo Cairoli, e de Kassab, que também é ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicação.
Os prefeitos, vereadores, assessores e deputados do PSD que acompanhavam a cerimônia de filiação ontem ao meio-dia, sentados em dezenas de mesas da churrascaria Braseiro, aplaudiram com força a escolha de Lasier  - o que o deixou bastante satisfeito. Tanto que se sentiu à vontade não só para revelar as negociações que o levaram a escolher o PSD, mas também para desabafar sobre a saída da sua antiga legenda.
Lasier - que deve assumir a vice-liderança do PSD no Senado, além da vaga do partido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - se desfiliou do PDT em dezembro de 2016, depois de ser ameaçado de expulsão, por ter votado a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto de Gastos, desrespeitando a orientação partidária. Ele já tinha divergido da direção pedetista em outra situação: na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em que se manifestou pela cassação da petista.
"O impeachment foi o principal motivo que me levou a sair do PDT. Sempre discordei da decisão da direção nacional de apoiar até o último momento a presidente Dilma", esclareceu Lasier ao se levantar para discursar com o microfone na mão - enquanto a plateia se mantinha silenciosa, mas atenta.
E continuou: "Quando iniciei a vida política, entrei no que considerava o maior partido do Rio Grande do Sul, até como herança do meu pai, que era um pedetista. Tentei fazer mudanças num partido apegado a uma legislação antiga, dos anos 1950, quado havia operários no chão das fábricas. Não deu certo. E o partido envelheceu".
A plateia se manteve calada até que o senador mencionou os motivos que o levaram ao PSD. "Só que hoje, há robôs nas indústrias. E o PSD está preocupado com a modernização, com a competitividade e com a justiça social", explicou - sendo bastante aplaudido. 
Além de agradecer Kassab e Cairoli - olhando para eles, que estavam sentados cada um de um lado - também mencionou o senador Otto Alencar (PSD-BA). Lasier buscou um partido que lhe garantisse uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. "O senador Otto Alencar (PSD) me telefonou para dizer que abriria mão de uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça, para que eu ingressasse no partido. Para mim é importante, porque, é na CCJ que as coisas acontecem. Todos os grandes debates nacionais começam lá", comentou o senador gaúcho.
Depois de Lasier, foi a vez de Kassab fazer seu discurso ao microfone. Após comentar que "era testemunha dos convites que diversas siglas fizeram ao ex-pedetista", o presidente nacional do PSD revelou que havia pedido para Alencar abrir mão da participação da CCJ. "Falei com o senador (baiano) e, com a sua transparência peculiar, ele disse que abriria mão para ficar com a liderança da bancada, porque quer concorrer a governador da Bahia em 2018", falou o ministro Kassab.
Cairoli destacou a importância de ter "um nome com o peso e a grandiosidade de Lasier" no PSD. "Certamente vai fazer a sigla crescer aqui no Estado", comentou. Com isso, o partido soma cinco senadores e 37 deputados federais. No Rio Grande do Sul, conta ainda com o vice-governador e um deputado estadual.
Durante seu discurso, Lasier citou ainda um telefonema de Jorge Gerdau: "Ele me parabenizou pela escolha. Aí eu disse: 'mas o senhor é um homem apartidário, não parece dar importância a isso'. E ele respondeu: 'sua escolha foi inteligente, porque o PSD é um partido novo e com boas ideias'".

Cairoli vê em Lasier um nome para concorrer a governador

O senador Lasier Martins, recém filiado ao PSD, pode ser um nome para disputar o governo do Estado em 2018? Ao responder a pergunta de um jornalista, após evento de filiação de Lasier, o presidente estadual licenciado do PSD, vice-governador José Paulo Cairoli, respondeu "pode, sim". "Todos os filiados ao nosso partido são nomes que podem concorrer. No caso do Lasier, depende da vontade dele. Não existem expoentes maiores que ele no momento", analisou Cairoli.
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