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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h34.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 13/01/2017. Alterada em 12/01 às 21h30min

Polícia investiga possíveis fraudes no DEP

Policiais apreenderam documentos, um simulacro de arma e um jetski nas empresas

Policiais apreenderam documentos, um simulacro de arma e um jetski nas empresas


DIVULGAÇÃO/JC
Marcus Meneghetti
A Polícia Civil cumpriu cinco mandatos de condução coercitiva e sete de busca e apreensão no Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) e em empresas privadas que prestavam serviços para o órgão da prefeitura de Porto Alegre. Os agentes investigam contratos com suspeita de superfaturamento e fraudes nas licitações.
De acordo com os investigadores, uma das empresas investigadas teria sido contratada para prestar o serviço de hidrojateamento para o DEP. Entretanto, os dois endereços onde funcionariam a sede da firma não existem. Por isso, outra empresa estaria executando a tarefa no lugar da contratada.
Cinco empresários foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat). Além disso, foram aprendidos documentos, um simulacro de arma e um jet ski.
O delegado Daniel Mendelski, um dos encarregados pela operação, denominada Tormenta, afirmou que o material apreendido deve ajudar a polícia a averiguar em quanto teriam sido lesados os cofres públicos. "Um dos contratos investigados é de mais de R$ 775 mil. Ainda estamos apurando o prejuízo à administração pública. Vamos analisar os depoimentos e o material apreendido", avaliou Mendelski.
O policial disse ainda que a operação é decorrente de outras investigações no DEP, em que foram encontrados indícios de irregularidades em contratos com outras prestadoras de serviço. Em julho de 2016, o DEP foi alvo de denúncias de superfaturamento na contratação de empresas para limpar os bueiros da cidade. Meses depois, durante as eleições, houve um incêndio na sede da entidade - que os bombeiros avaliaram como criminoso.
Por conta dos sucessivos escândalos, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) tem feito uma série de auditorias no órgão municipal desde o ano passado. O procurador-geral do município, Bruno Miragem, disse que o caso averiguado pela Polícia Civil é alvo de um processo interno na administração pública.
"Já identificamos que as empresas cobravam valores maiores que os de mercado pelos serviços de hidrojateamento. Estamos estudando inclusive uma ação para conseguir o ressarcimento do valor pago a mais", declarou Miragem. 
Ao comentar que todos os contratos do DEP estão sendo revisados, justamente pelas sucessivas suspeitas de irregularidades, revelou que a auditoria que investiga a contratação da empresa de hidrojateamento ainda não terminou. "Estamos vendo agora se algum servidor, que deveria estar fiscalizando a prestação do serviço, estava envolvido nas fraudes", disse o procurador-geral.
 
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