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Porto Alegre, domingo, 01 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h59.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 02/01/2017. Alterada em 01/01 às 22h51min

Marchezan prega ação voltada a interesse coletivo

Nelson Marchezan foi formalizado no cargo ao lado do vice Gustavo Paim

Nelson Marchezan foi formalizado no cargo ao lado do vice Gustavo Paim


JC
Patrícia Comunello e Bruna Suptitz
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) tomou posse ontem como prefeito de Porto Alegre. Aos 45 anos, o tucano é o mais jovem a assumir o Paço Municipal desde a redemocratização. Recebeu o cargo de José Fortunati (PDT) no final da tarde, no Largo Glênio Peres, Centro Histórico da Capital.
Antes, ao ser oficializado como novo prefeito em ato na Câmara Municipal, Marchezan pediu o apoio dos vereadores para fazer as mudanças necessárias. O prefeito buscou despertar identificação ao mencionar que era parlamentar há uma década. Destacou que atender aos interesses coletivos é o mais difícil, pois isso fere interesses particulares. Lembrou que, a cada quatro anos, renova-se a esperança, vinculando o novo ano ao governo que começa e à nova legislativas na Câmara.
Boa parte de sua fala foi usada para alertar para a necessidade de mudança na atuação de segmentos corporativos - públicos e privados, sindicais e partidários na relação com interesses coletivos.
Além disso, apontou que a disputa da eleição ajudou no seu amadurecimento, seja no confronto com adversários - citou Luciana Genro, derrotada pelo PSOL - e na busca de "uma vida melhor aos porto-alegrenses".
Sobre a atual estrutura e programas, o tucano garantiu que o que foi implantado e gerou benefício público será mantido e prolongado. "Tudo que foi plantado e gerou benefício público será regado, utilizado, ampliado e muito bem tratado", definiu.
Marchezan também citou as dificuldades financeiras pela qual passam os municípios. "Estamos enfrentando uma crise de proporções jamais vistas, mas essa é também uma oportunidade de mudar a vida das pessoas para melhor", disse.
Segundo ele, o Brasil teve de aprender a lidar com a incompetência na gestão dos recursos, o que teria levado a economia a "ficar de joelhos" e a voltar a ter índices de desemprego há muito tempo não vistos.
Sobre temas que vão pautar os primeiros dias, a questão de arrecadação e pagamento de despesas como folha do funcionalismo, o tucano evitou emitir opinião sobre atrasos em pagamento. "Se o prefeito que sai atrasa salário e adianta receita (caso do desconto do polêmico IPTU), há grande risco, sim, da possibilidade de atrasar salários."
No ato com Fortunati - o público foi acomodado em estrutura montada no Largo Glênio Peres em vez do salão nobre no Paço Municipal -, a transmissão de cargo durou pouco mais de uma hora. "Que nunca estar dentro de gabinete nos faça perder o contato com a rua", discursou Marchezan, destacando a importância da vida real.
Na Câmara, onde fez juramento e foi formalizado como prefeito ao lado de seu vice Gustavo Paim (PP), Marchezan havia dito que o foco não está dentro das estruturas do governo e da própria Câmara. O tucano reiterou que a capacidade de ação deve estar focada no lado de fora, onde está "a vida real".
Fortunati alertou para a situação financeira do município - a nova gestão assume com déficit orçamentário de, pelo menos, R$ 35 milhões. "O município, a cada ano que passa, é obrigado a assumir mais responsabilidades, sem as devidas contrapartidas", reclamou, sobre a falta de repasses federais e estaduais.
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