Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 01 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h54.

Jornal do Comércio

Política

CORRIGIR

Mobilidade Urbana

Notícia da edição impressa de 02/01/2017. Alterada em 01/01 às 22h17min

Governo federal cancela verba para o metrô e projeto fica mais longe de sair do papel

Único sistema de trens a operar na região metropolitana é o Trensurb, que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo

Único sistema de trens a operar na região metropolitana é o Trensurb, que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo


TRENSURB/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello e Guilherme Kolling
O sonho do metrô em Porto Alegre ficou mais distante. O Ministério das Cidades publicou um decreto, na sexta-feira, que cancela a disponibilidade dos recursos que seriam destinados ao projeto. A medida também atingiu outras capitais, além de projetos de mobilidade.
O ex-prefeito da Capital José Fortunati (PDT), que transmitiu o cargo ontem para o tucano Nelson Marchezan Júnior, justificou que a decisão mostra a dificuldade de obter os recursos de outras fontes, mas lembrou que Porto Alegre foi a única que não foi alijada de verbas para obras viárias, como os corredores de ônibus (BRT).
Com isso, o único trem de passageiros a operar na Capital é o Trensurb, que já existe há 30 anos e liga a cidade a Novo Hamburgo, passando por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.
O projeto do metrô previa uma linha ligando o Centro Histórico à Zona Norte da Capital. Teve anos de estudos e formatou um trajeto de 10,3 quilômetros de trem subterrâneo de passageiros, da Rua da Praia até o terminal Triângulo da avenida Assis Brasil, prevendo uma Parceria Público-Privada (PPP), com recursos dos governos federal, estadual e municipal, além do grupo empresarial que tocaria a obra e exploraria o serviço por 25 anos.
O trajeto previsto inicialmente era mais longo, tendo mais estações até a sede da Fiergs. Mas depois da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) lançada pela prefeitura, foi revelado, em 2013, que o menor valor sugerido pelo consórcio vencedor superava em muito o orçamento da obra.
Em 2014, a empreitada foi orçada em R$ 4,84 bilhões, com 25 anos de exploração da linha de metrô. A nova PMI foi lançada, com a expectativa de que o vencedor da licitação começasse as obras do trem subterrâneo de passageiros ainda em 2015, para que estivesse em funcionamento em 2020.
Com a crise financeira, nenhum dos entes públicos tinha mais recursos disponíveis para fazer a obra. A prefeitura atrasou as obras viárias da Copa do Mundo, o governo do Estado passou a parcelar os salários dos servidores, e o governo federal, além da crise política, passou a projetar um rombo bilionário em suas contas.
Como essa realidade, ficou distante o sonho de tirar o metrô do papel. Não se sabe qual será o seu destino com a nova gestão municipal.
Marchezan já adiantou que pretende fazer um grande enxugamento da máquina pública municipal e que não irá iniciar novas obras enquanto não terminar as antigas.
Nisso inclui-se o sistema de ônibus rápidos (BRT), que ainda não saiu da primeira fase, com a construção de corredores de ônibus. Até agora, o projeto carece da licitação e construção das estações de transbordo rápido, além da seleção da empresa que irá operar as linhas dentro do novo sistema.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia