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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de janeiro de 2017. Atualizado às 01h40.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 27/01/2017. Alterada em 26/01 às 19h56min

Olhares para os próximos anos

Abdon Barretto Filho
Ao término de cada ano, muitas pessoas fazem análises das suas ações ou omissões. Alguns olham para frente, outros olham para trás, assim como outros olham para os lados e, também, olham para baixo e para cima. Na realidade, os diferentes olhares possuem significados para encontrarem ou manterem seus caminhos desejados e os possíveis. Ao olhar para frente, é importante não se esquecer de olhar para trás para entender as experiências positivas e negativas e aperfeiçoar a trajetória. As ingratidões, os apoios, os fracassos, os sucessos podem ser identificados quando se olha para trás. Quando se olha para os lados, as parcerias podem ser identificadas, assim como as pessoas que estiveram presentes ou ausentes durante as caminhadas. Ao olhar para esquerda ou para direita, observa-se a necessidade da manutenção de um rumo, de uma direção para buscar objetivos desafiadores ou não.
A centralização do olhar gera o equilíbrio e a segurança. Entretanto, é necessário olhar para baixo para saber qual a natureza do caminho, assim como o olhar para o alto, para reconhecer nossa presença no Universo. Porém, os próximos anos podem exigir um olhar especial: o olhar para dentro de si. Quantos amigos foram mantidos e quantos foram perdidos e os "porquês". Quantos amores e desamores? Quantas verdades ou mentiras foram ditas? Quantas boas ações foram realizadas? Os olhares contribuem para identificar se o projeto de vida está seguindo o ciclo iniciado quando se nasce e que se tem absoluta certeza que terá um fim, ficando apenas o legado decorrente das contribuições privadas e públicas para um mundo mais fraterno e justo para todos. Portanto, salvo melhor juízo, os olhares são fundamentais para uma vida melhor, principalmente reconhecendo o verdadeiro "eu" que nem sempre é apresentado aos outros. Na realidade, o grande desafio é compreender o mundo em que se vive, adaptando-se às grandes mudanças influenciadas pelas variáveis incontroláveis, como o tempo, a natureza, a tecnologia, a política, a economia, o mercado e a própria vida? Os olhares para os próximos anos podem resultar dos olhares atuais e das possíveis decisões que possam contribuir para um mundo melhor para todos. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis.
Economista, diretor de Turismo do Setur-RS
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