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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de janeiro de 2017. Atualizado às 20h05.

Jornal do Comércio

Internacional

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Investigação

Alterada em 26/01 às 21h07min

Venezuela pede prisão de suspeito no caso da Odebrecht

A procuradoria geral da Venezuela determinou a detenção de um suspeito de vinculação com irregularidades cometidas em contratos com a construtora brasileira Odebrecht. O Ministério Público solicitou a prisão de um cidadão e pediu à Interpol a inclusão dessa pessoa em uma lista de pessoas procuradas, disse a procuradora geral, Luisa Ortega Díaz. A autoridade não informou, porém, o nome do suspeito.
Ortega Díaz disse em um programa da rádio estatal que pediu às autoridades do Brasil uma cópia certificada da delação do ex-presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, como parte da investigação realizada na Venezuela. Autoridades venezuelanas ainda pediram ao Brasil a tomada de depoimentos com pessoas envolvidas no caso.
A Venezuela também solicitou a autoridades suíças cópias da lista de pessoas de nacionalidade venezuelana que receberam depósitos em bancos suíços da Odebrecht, bem como a movimentação bancária de venezuelanos que apareçam como beneficiários de depósitos feitos pela empresa ou qualquer representante dela, disse a procuradora.
A Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição, debaterá na próxima semana o caso Odebrecht e o suposto pagamento de US$ 98 milhões em subornos no país, disse o deputado oposicionista Julio Montoya. O deputado disse que se suspeita que o montante pago em suborno no país seja muito superior ao denunciado em documento do Departamento de Justiça dos EUA. A construtora brasileira trabalhou em numerosas obras estatais, entre elas a construção de pontes, estações de metrô e projetos nos setores elétrico e ferroviário.
"A maioria das obras que hoje está nas mãos da Odebrecht não só tem sobrepreço, mas não foi finalizada e algumas delas estão totalmente paralisadas, apesar de terem sido feitos adiantamentos milionários", afirmou Montoya.
O Congresso investigará as instituições públicas e funcionários que fizeram contratos com a Odebrecht, as pessoas encarregadas de supervisionar as obras e os contratos externos de assessoria fechados pela empresa com venezuelanos ligados ao governo. O deputado disse que a construtora conseguiu contratos milionários na Venezuela graças às estreitas relações mantidas com o então presidente Hugo Chávez, que morreu em 2013, e seu sucessor, Nicolás Maduro, com governos anteriores do Brasil.
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