Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 24 de janeiro de 2017. Atualizado às 16h48.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Relações Internacionais

Alterada em 24/01 às 17h49min

Sobeet: plano de Trump para repatriar recursos deve tirar investimentos do Brasil

O estilo protecionista do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve resultar em um recuo dos investimentos de empresas norte-americanas no Brasil, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luis Afonso Lima.
É que uma das propostas apresentadas por Trump durante a campanha consiste em reduzir a tarifa cobrada sobre a repatriação de recursos no exterior, de 35% para 10%. A intenção do presidente é que empresas dos EUA que possuem operações em outros países sejam estimuladas a enviar recursos de suas filiais para a matriz. Tais recursos, que poderiam ser reinvestidos nos países onde estão as filiais, voltariam para os EUA.
"Trata-se de uma oportunidade para as empresas, não é uma questão de mercado", afirmou Lima. Ele lembra que, em 2005, quando o então presidente George W. Bush adotou uma medida semelhante, reduzido a tarifa de 35% para 5,25%, o investimento direto dos EUA nos resto do mundo caiu 95%, de US$ 295 bilhões para US$ 15 bilhões. "Com o Trump, esses recursos seriam repatriados para as matrizes ao longo de 2017 e teria impacto no Brasil a partir de 2018", disse.
É difícil estimar o tamanho do impacto no Brasil, mas Lima ressalta que seria relevante. "O Brasil não é uma parte importante dos investimentos norte-americanos, mas os investimentos norte-americanos são a parte mais importante de todos os investimentos que o Brasil recebe do mundo", destacou o economista. Segundo estudo feito pela Sobeet no fim do ano passado, 21% dos estoques de investimentos recebidos pelo Brasil em 2015 vieram dos EUA.
Quanto ao câmbio, Lima acredita que, embora o real tenha sido uma das moedas que mais se valorizou em relação ao dólar desde meados do ano passado, a tendência para 2017 é de depreciação. "Talvez o real esteja apreciado em razão da diferença de taxas de juros (no Brasil e nos EUA), mas os fundamentos fiscais (brasileiros) ainda são frágeis e a moeda norte-americana (sob o governo Trump) vai se fortalecer perante todas as moedas", disse.
O presidente da Sobeet afirmou ainda que, após a eleição de Trump nos EUA e a saída do Reino Unido da União Europeia, o mundo deve ficar atendo a outras eleições importantes em 2017, como as que vão ocorrer na Alemanha, na França e na Holanda.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia