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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h36.

Jornal do Comércio

Internacional

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México

Notícia da edição impressa de 06/01/2017. Alterada em 05/01 às 20h13min

Sob protestos, presidente defende alta do combustível

Manifestantes bloquearam rodovias e ocuparam postos de gasolina em diversas cidades do país

Manifestantes bloquearam rodovias e ocuparam postos de gasolina em diversas cidades do país


ALFREDO ESTRELLA/AFP/JC
O presidente do México, Enrique Peña Nieto, defendeu sua decisão impopular de elevar os preços do combustível em 20%, apesar dos protestos que continuam a bloquear rodovias e a ocupar postos de gasolina em todo o país. Algumas pessoas roubaram combustível de postos e um grupo empresarial informou uma série de saques em lojas de varejo em meio à agitação. Mais de 160 pessoas foram detidas por vandalismo.
Peña Nieto disse que tentará ajudar os grupos atingidos, em uma aparente referência aos motoristas de ônibus, caminhões e táxis. Os aumentos entraram em vigor no fim de semana. Com isso, o governo tenta dar fim a uma regulação de preços da gasolina e do diesel, que, segundo o presidente, era um tipo de vantagem que beneficiava indevidamente os mexicanos mais ricos.
"Eu entendo a raiva e a irritação sentida pelo público em geral", afirmou Peña Nieto, acrescentando que "esta é uma ação que ninguém iria querer tomar". No entanto, ele explicou que "se esta decisão não tivesse sido tomada, os efeitos e consequências teriam sido muito mais dolorosos".
A Associação Nacional de Autoatendimento e Lojas de Departamento do México disse em um comunicado que 79 lojas tinham sido saqueadas e 170 foram fechadas no centro do país, incluindo a capital, durante os protestos. O grupo de ativistas agrícolas El Barzon afirmou que mesmo com isenções fiscais ou apoio aos caminhoneiros, "a onda de raiva e descontentamento entre os mexicanos não pode ser retida".
A estatal Pemex informou que os bloqueios nos terminais de combustível nos estados de Chihuahua, Morelos e Durango causaram uma "situação crítica" na distribuição de combustível para postos de gasolina na região. A empresa disse ainda que se os bloqueios continuassem, poderia interromper a operação em aeroportos de Chihuahua e Baixa Califórnia.
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