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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de janeiro de 2017. Atualizado às 22h24.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Notícia da edição impressa de 03/01/2017. Alterada em 02/01 às 21h19min

Turquia detém oito sob suspeita de conexão com ataque

Cortejo fúnebre em homenagem às vítimas de ação em boate foi realizado pelas ruas da cidade ontem

Cortejo fúnebre em homenagem às vítimas de ação em boate foi realizado pelas ruas da cidade ontem


BULEN KILIC/AFP/JC
O governo da Turquia deteve oito pessoas suspeitas de terem laços com o ataque terrorista que matou 39 pessoas na noite de Ano Novo, informou ontem a agência estatal de notícias, Anadolu. Eles foram levados para o escritório antiterrorismo, onde passaram por interrogatório. O atirador, que escapou da cena do crime, não está entre eles os suspeitos detidos.
Autoridades locais disseram já ter identificado 38 das 39 vítimas. Sete deles seriam turcos, enquanto três eram sauditas, três libaneses e três iraquianos. Tunísia, Índia, Marrocos e Jordânia perderam dois cidadãos cada. Os demais eram do Kuwait, Canadá, Israel, Síria e Rússia. Separadamente, o governo alemão afirmou que dois residentes no país teriam morrido no ataque. Outras sessenta e nove pessoas ficaram feridas.
Também ontem, a organização terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque em Istambul. A facção, que assumiu outras ações contra a Turquia, divulgou uma nota afirmando que um "soldado heroico do califado atingiu uma das casas noturnas mais famosas em que os cristãos celebram seu feriado apóstata".
Como em ocasiões anteriores, não é possível confirmar se o Estado Islâmico esteve de fato envolvido com o atentado e de que maneira contribuiu para sua execução. É possível que o autor dos disparos - ainda foragido - tenha agido sozinho, inspirado por essa milícia.
Segundo a mídia local, a Turquia teria sido avisada pelos Estados Unidos sobre planos de um atentado naquela noite. O próprio clube Reina teria reforçado sua segurança, segundo uma declaração do proprietário do estabelecimento, Mehmet Kocarslan.
A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, realizando ações contra seu território, o que pode ter motivado o atentado. O governo turco mediou, ademais, o cessar-fogo atualmente em vigor na Síria. Um grupo ligado ao Estado Islâmico divulgou, há alguns dias, uma mensagem pedindo ataques solitários a celebrações em massa, incluindo os clubes noturnos.
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, prometeu durante o domingo reforçar a segurança de seus cidadãos e continuar a combater o terrorismo "até o fim". Ele afirmou que os ataques como o do clube Reina em Istambul têm como objetivo "semear o caos" no país.
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