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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h36.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 06/01/2017. Alterada em 05/01 às 21h22min

Moinhos de Vento começa tratamento pioneiro no Brasil

Transponder é introduzido via agulha diretamente no tumor

Transponder é introduzido via agulha diretamente no tumor


CLAITON DORNELLES/JC
Inaugurado em agosto, o Centro de Oncologia Lydia Wong Ling, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, é uma referência mundial no tratamento de câncer. A instituição investiu na compra de três aceleradores lineares com tecnologia de ultraprecisão, chamado TrueBeam, e em um aparelho que o acompanha, chamado Calypso, um sistema de localização de tumores, que funciona como um GPS. No próximo dia 10, será realizado o primeiro tratamento radioterápico com a utilização do Calypso em um paciente com câncer de próstata.
A radioncologista Rosemarie Stahlschmidt destaca que a técnica é inovadora. O Calypso é um transponder do tamanho de um grão de arroz que é introduzido via agulha diretamente no local do tumor. Ele funciona como um localizador que sinaliza ao TrueBeam se a área a receber o feixe de radiação está corretamente posicionada, uma vez que a própria respiração do paciente pode provocar movimentações. Assim, a radiação é aplicada exclusivamente no tecido cancerígeno. "A delicadeza do material permite uma precisão extrema, que poupa tecidos saudáveis mesmo com o aumento da dose do tratamento", explica.
Embora não seja possível afirmar que a técnica anula os efeitos colaterais da radioterapia, a médica assegura que minimiza consideravelmente outros danos. "No caso do tratamento de câncer de próstata, conseguimos preservar os tecidos do intestino e evitar a disfunção erétil", exemplifica. Inicialmente, o Calypso será usado no tratamento de neoplasias de mama, de pulmão, de próstata e de pele.
De acordo com o superintendente administrativo do Moinhos, Evandro Luis Moraes, o primeiro acelerador linear já está em funcionamento no hospital. O segundo deve chegar no segundo semestre deste ano, e o terceiro, em 2018.
"É preciso destacar o pioneirismo desse tratamento. Alguns hospitais possuem o TrueBeam, mas somente o Moinhos adquiriu o Calypso", explica. A opção ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é possível encontrá-la no rol de alguns planos da Agência Nacional de Saúde Suplementar. "Devido ao benefício extremo da técnica, a tendência é que ela seja adquirida também pela rede pública", acredita.
A radioterapia é uma alternativa ao tratamento de câncer, que ocorre diariamente. A quantidade de dias de tratamento necessitada por cada paciente é decidida pelo radioncologista responsável. No caso do Calypso, o transponder é introduzido antes do início dos procedimentos e naturalmente absorvido pelo organismo.
 
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