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Porto Alegre, terça-feira, 31 de janeiro de 2017. Atualizado às 16h00.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 31/01 às 17h03min

Bolsas da Europa abandonam ganhos e fecham em queda

As bolsas europeias fecharam em baixa na sessão desta terça-feira (31) pressionadas por ações de empresas ligadas ao setor farmacêutico, que passaram a cair após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feito em uma reunião com empresários da área. Durante o pregão, dados da zona do euro fizeram com que os mercados acionários operassem em terreno positivo.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,67% (-2,43 pontos), em 360,12 pontos.
As bolsas europeias operaram majoritariamente em alta durante boa parte do pregão, apoiadas por dados econômicos positivos da região. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 1,8% no quarto trimestre na comparação anual. Já a expansão para 2016 como um todo foi de 1,7% em relação ao ano anterior.
O desempenho da zona do euro superou o dos EUA (+1,6%) no mesmo período, sendo a primeira vez que isso ocorre desde 2008. Enquanto isso, a inflação no continente acelerou e ganhou 1,8% em janeiro na comparação anual - o ritmo mais intenso desde fevereiro de 2013. A taxa de desemprego, por sua vez, caiu de 9,7% em novembro para 9,6% em dezembro, no menor nível desde maio de 2009.
No entanto, comentários do presidente americano influenciaram os mercados acionários europeus. Em uma reunião com CEOs de importantes empresas farmacêuticas, Trump afirmou que os países devem pagar a sua parte pelos custos do desenvolvimento de medicamentos. Com isso, as ações da Bayer recuaram 2,04%; as da AstraZeneca cederam 1,56% e as da Roche perderam 0,43%.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 0,27%, na mínima do dia, aos 7.099,15 pontos. No setor bancário, o Lloyds subiu 0,03%, próximo da estabilidade; já o Barclays recuou 1,77%.
Em Frankfurt, o índice DAX também fechou na mínima do dia, caindo 1,25%, para 11.535,31 pontos. Nesta terça, o DAX foi influenciado, além de indicadores da zona do euro, por comentários do diretor do Conselho Nacional do Comércio dos EUA, Peter Navarro.
Em entrevista ao jornal Financial Times, Navarro criticou a Alemanha, dizendo que o país se aproveita de um euro "fortemente desvalorizado" para explorar tanto as relações comerciais com os EUA quanto com seus parceiros na União Europeia. Entre os dados locais, a taxa de desemprego alemã recuou à mínima histórica em janeiro, de 6% em dezembro para 5,9%.
Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve baixa de 0,75% e também fechou na mínima do dia, aos 4.748,90 pontos. O setor financeiro também foi responsável por parte das perdas, com o Société Générale perdendo 3,03% e o BNP Paribas cedendo 1,82%.
Outro índice que fechou nas mínimas do dia foi o IBEX-35, da Bolsa de Madri, que recuou 0,49%, para 9.315,20 pontos, pressionado pelo setor bancário. O Santander caiu 1,04%; o Bankia perdeu 0,20%; o BBVA teve baixa de 0,60% e o Banco Popular Español cedeu 0,62%.
Já em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,90%, para 18.590,73 pontos, sendo outra praça com mal desempenho do setor financeiro. Intesa Sanpaolo recuou 1,27%; o Banco BPM cedeu 5,12% e o Unicredit teve baixa de 3,97%.
Em Lisboa, o PSI-20 teve queda de 0,14%, para 4.475,03 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires
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