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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de janeiro de 2017. Atualizado às 13h55.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

30/01/2017 - 14h35min. Alterada em 30/01 às 14h55min

Desempenho da atividade industrial gaúcha registra perdas de 18,4% em três anos

Segmento de montagem de veículos liderou o recuo em 2016 com queda de 12,3%

Segmento de montagem de veículos liderou o recuo em 2016 com queda de 12,3%


FREDY VIEIRA/JC
O Índice de Desempenho Industrial (IDI/RS) encerrou o ano de 2016 com 5,9% de retração, segundo dados da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) divulgados nesta segunda-feira (30).
De acordo com a federação, o resultado aponta que as reações positivas em novembro e dezembro não foram suficientes para a indústria gaúcha reverter as perdas no decorrer de 2016. Conforme a pesquisa da Fiergs, foi o terceiro ano de resultado negativo com perdas totais de 18,4% no período.
"A atividade industrial recuou a patamares do ano 2000. O cenário segue desafiador mas, mesmo assim, as perspectivas para 2017 são mais positivas", afirma o presidente da entidade, Heitor José Müller, destacando que serão necessários anos consecutivos de crescimento para a recuperação do setor. 
Conforme Müller, diante da queda acumulada, um modesto crescimento é aguardado para 2017. "A demanda deverá continuar restrita, mas o ambiente econômico pode ser beneficiado com uma melhora do quadro fiscal, redução da inflação, dos juros e reformas estruturais", afirma Müller.
No acumulado de 2016, o faturamento real caiu -10,4%, a massa salarial -7,7%, o emprego -7,2%, as compras industriais -5,6%, as horas trabalhadas na produção -5,3% e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) -0,5%.
No ano que passou, as maiores influências negativas foram registradas na atividade metalmecânica nos segmentos de montagem de veículos (-12,3%), máquinas e equipamentos (-9,3%) e produtos de metal (-8,9%). Também contribuíram as indústrias de móveis (-12,0%), tabaco (-8,04) e alimentos (-2,5%).
Em relação a dezembro o IDI/RS aumentou 0,2%, na comparação com novembro – feito o ajuste sazonal. Contribuiu para a reação do indicador as horas trabalhadas na produção (+1,4%), a massa salarial (+0,6%) e o faturamento real (+0,3%). O emprego ficou estável, enquanto as compras industriais (-1,9%) e a UCI (-0,5%) retraíram.
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