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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de janeiro de 2017. Atualizado às 13h10.

Jornal do Comércio

Economia

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crédito

Alterada em 26/01 às 14h13min

Endividamento dos gaúchos registra queda em janeiro, aponta Fecomércio-RS

O nível de endividamento dos gaúchos encerrou o primeiro mês de 2017 em queda em todas as faixas de renda. Os dados divulgados nesta quinta-feira (26) pela Fecomércio-RS apontam que o percentual de endividamento das famílias ficou em 65,1%, contra 67,1% no mesmo mês do ano passado. Esse é o primeiro recuo na base de comparação interanual desde setembro de 2015. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta quinta-feira (26) pela Fecomércio-RS.
A pesquisa indica que a parcela da renda comprometida com dívidas em janeiro, na média em 12 meses, foi de 31,9%. Já o tempo de comprometimento da dívida no período de 12 meses ficou em 7,7 meses. O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 78,6% dos entrevistados, seguido por carnês (22,6%), cheque especial (14,8%) e financiamento de veículos (10,8%).
A PEIC revelou também que o percentual de famílias com contas em atraso (27,7%) cresceu em relação ao mesmo mês do ano passado (27,4%). Também os que não terão condições de honrar suas dívidas vencidas no horizonte de 30 dias apresentou alta no mês de janeiro/2017 (14,6%) no confronto com janeiro/2016 (10,7%). O resultado consolida a quinta alta consecutiva na mesma base de comparação, e evidencia que o número de famílias com dificuldade de sair da situação de inadimplência é cada vez maior.
"Apesar de esperarmos que a atividade econômica se recupere em 2017, como há ainda muita ociosidade nas empresas, a retomada vai demorar para impactar no mercado de trabalho. Por isso é razoável observar indicadores de inadimplência altos ao longo de 2017”, destaca o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Bohn ressalta que, apesar do cenário restritivo do mercado de trabalho ser um estímulo à inadimplência, a queda da taxa de juros pode contribuir para a renegociação das dívidas. No entanto, faz uma ressalva “é muito importante que, especialmente num processo de renegociação de dívidas, as famílias acordem parcelas que efetivamente possam pagar para que o processo de renegociação seja de fato uma solução definitiva do problema dessas famílias, e não apenas um adiamento”, sinalizou o dirigente.
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