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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de janeiro de 2017. Atualizado às 15h35.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

25/01/2017 - 12h38min. Alterada em 25/01 às 12h38min

Produção industrial gaúcha registra em dezembro a menor queda em cinco anos

O emprego no setor permaneceu com tendência de queda,  aos 44,4 pontos no mês

O emprego no setor permaneceu com tendência de queda, aos 44,4 pontos no mês


Marcos Nagelstein/JC
A produção da indústria gaúcha apresentou em dezembro de 2016 a menor queda dos últimos cinco anos. O tradicional desaquecimento sazonal da atividade para o mês, de 39,4 pontos, ficou atrás apenas de dezembro de 2011, quando o índice atingiu 41,7 pontos. A pesquisa Sondagem Industrial foi divulgada nesta quarta-feira (25) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).
Nos resultados do 4º trimestre do ano passado, a carga tributária voltou a ocupar a primeira posição nas preocupações do setor (49,3%), ao contrário dos últimos sete trimestres. “Depois de três anos enfrentando muitos problemas, essa reação da demanda doméstica, mesmo tímida, demonstra que o cenário pode parar de piorar”, afirmou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, em nota.
A demanda interna insuficiente foi apontada pelos entrevistados como o segundo obstáculo para os negócios (37,4%), seguida pela inadimplência dos clientes (29,1%).
O levantamento apurou ainda que os industriais consideraram o acesso ao crédito muito difícil (31,2 pontos) e as margens de lucro (36,8 pontos) e a situação financeira (41,3 pontos) insatisfatórias. A ascensão dos preços das matérias-primas (60,2 pontos) agravou a situação em virtude da elevação dos custos.
O emprego industrial ainda apresenta tendência de queda, com 44,4 pontos no mês de dezembro. Em contrapartida, o grau médio de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou em dezembro para 65%, ante 68% no mês anterior.
A pesquisa mostrou ainda que os empresários gaúchos estão menos negativos em suas perspectivas para os próximos seis meses. Os índices de demanda (52,9 pontos), o de compra de matérias-primas (50,6 pontos) e o de exportações (53,9 pontos) projetam expansão.
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Comentários
leila 25/01/2017 16h10min
O acesso ao crédito é um obstáculo intransponível à retomada da atividade econômica como um todo, pois o governo estadual nem faz de conta que quer ajudar, uma vez que diminuiu o prazo de recolhimento do ICMs, quando deveria aumentar, para que a situação financeira nas industrias não fique insustentável. A fonte de riqueza são as indústrias,mas sustentar um Estado ineficaz e ineficiente é a prioridade. O resto é conversa fiada.