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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de janeiro de 2017. Atualizado às 22h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 20/01/2017. Alterada em 19/01 às 20h55min

Preços ao produtor e ao consumidor pressionam inflação do aluguel, aponta pesquisa da FGV

A inflação que serve de parâmetro para o reajuste dos preços dos aluguéis, medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), subiu 0,35 ponto percentual na 2ª prévia de janeiro, fechando o período entre os dias 21 de dezembro e 10 de janeiro em 0,76%. Em igual período do mês anterior, a 2ª prévia de dezembro, a alta foi 0,41%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Segundo o instituto, a alta verificada entre a 2ª prévia de dezembro, e a 2ª de janeiro foi fortemente influenciada pelas variações dos preços no atacado e no varejo, uma vez que os preços da construção civil fecharam em queda entre os dois períodos.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,91%, no segundo decêndio de janeiro, resultado que chega a 0,38 ponto percentual superior aos 0,53% da 2ª prévia de dezembro. Segundo a FGV, a maior pressão foi exercida pela variação dos bens finais, que passou de uma inflação negativa de 0,28% para uma alta de 0,56%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,49% para -0,94%.
A taxa de variação do grupo bens, também exercendo pressão de alta da 2ª prévia do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), registrou variação 0,45 ponto percentual, ao passar de 0,12% para 0,57%, de uma prévia para outra.
Nos preços ao consumidor, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo alimentação (0,04% para 0,69%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -5,08% para 1,02%.
A exceção para a alta da 2ª prévia do IGP-M de janeiro foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que apresentou, no 2º decêndio de janeiro, variação de 0,24%. No mês anterior, a taxa foi de 0,32%.
O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,16%, acima do resultado de dezembro, de 0,07%, mas o índice que representa o custo da mão de obra registrou taxa de variação de 0,31%, contra os 0,54% do período anterior.
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