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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de janeiro de 2017. Atualizado às 12h58.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 18/01 às 14h03min

Fipe reduz projeção do IPC de janeiro em SP de 0,62% para 0,52%

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) reduziu a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de janeiro, de alta de 0,62% para 0,52%. O principal motivo para a revisão é a expectativa de moderação nos preços dos alimentos nas próximas semanas e de energia elétrica, disse o gerente técnico da Fipe, Moacir Mokem Yabiku.
O grupo Habitação, de maior peso no IPC, deve sofrer influência relevante da redução de 17,49% na taxa de luz na cidade de São Paulo (chamada de Contribuição para Custeio da Iluminação Pública/Cosip) este mês, avaliou. "Além de contar com os efeitos de queda na tarifa de PIS/Cofins", completou.
Já no índice da segunda quadrissemana, quando o IPC foi de 0,69% (ante 0,75%), energia elétrica teve uma alta menor, de 0,11%, após 1,54% na primeira medição. "Para o fim de janeiro, o item deve ter variação negativa de 2,73% e aliviar o IPC em 0,10 ponto porcentual, já que energia tem peso relevante. Ainda deve ficar um resíduo para fevereiro", estimou.
Com relação ao grupo de alimentos, a despeito da aceleração para 0,63% na segunda quadrissemana do mês, ante 0,46%, ele adiantou que já há sinais de arrefecimento nos preços de alguns itens alimentícios. "Alguns produtos que estão subindo tendem a diminuir a alta ou até cair", adiantou, ao esperar 0,70% para o grupo Alimentação. "Pode ser até que caia mais, indo para o nível de janeiro de 2012 (0,50%)", completou. Em dezembro, o IPC-Fipe foi de 0,72%.
Yabiku citou o óleo de soja, que ficou 10,64% mais caro na segunda leitura do mês, mas que já está diminuindo a velocidade de alta. "Essa taxa deve ser o ápice", estimou. O resultado ajudou a impulsionar o segmento de alimentos industrializados para 1,05%, após 0,91% na primeira leitura do mês.
O gerente de pesquisa da Fipe também espera que a pressão de alta dos preços de alguns legumes (de 1,82% para 5,25%), caso da cenoura que encareceu 19,08% na segunda medição (ante 9,99%). "Legumes tiveram avanço forte por causa da cenoura, mas a tendência é de desaceleração", afirmou.
Com exceção de frutas, cuja taxa passou de 0,23% para 0,06% na segunda leitura do mês, todos os componentes do segmento de in natura (de 0,52% para 1,29%) ajudaram a pressionar nesta medição. Os tubérculos saíram de queda de 3,36% para recuo de 1,85%, enquanto as verduras subiram menos, porém ficaram elevadas em 2,45% (ante 3,10%).
Apesar da suspensão do reajuste de quase 15% nas tarifas de ônibus metrô/trem recentemente, o IPC da segunda leitura captou uma parte do aumento, com o item integração registrando alta de 1,32%, após taxa zero na primeira leitura. "Refletiu dois dias de aumento, mas agora terá alívio", disse. Ele também espera arrefecimento nos preços da gasolina, à medida que vão passando os efeitos do reajuste em dezembro, ainda que o etanol continue pressionado.
Em contrapartida, o grupo Educação deve seguir trajetória de aceleração, refletindo os reajustes em mensalidades e material escolar neste período. Na segunda quadrissemana, o grupo atingiu 2,66% após 0,99% na primeira medição. Todos os componentes avançaram consideravelmente de uma leitura para outra: cursos regulares (de 1,15% para 3,34%); educação infantil (de 1,26% para 3,96%); ensino médio (de 1,74% para 3,85%); ensino superior (de 1,29% para 3,20%); pós-gradução/MBA (de 2,31% para 4,27%).
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