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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de janeiro de 2017. Atualizado às 10h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

16/01/2017 - 11h22min. Alterada em 16/01 às 11h23min

Com fluxo reduzido sem Nova Iorque, tendência é volatilidade pautar Bovespa

A bolsa brasileira mostrou intensa volatilidade na primeira meia hora do pregão desta segunda-feira (16), passando do plano negativo para o positivo. No entanto, a virada vista da maioria das blue chips para a alta deu força para o índice renovar máximas. Às 10h38min, o Ibovespa subia 0,15%, aos 63.748,31 pontos.
Sem contar com o fluxo de investidores de Nova Iorque, onde as bolsas estão fechadas pelo feriado norte-americano em homenagem a Martin Luther King Jr., e ainda podendo sofrer algum rescaldo da operação da Cui Bono? da Polícia Federal, sobre as ações de empresas citadas e também do setor bancário, a bolsa brasileira tende a seguir volátil, segundo operadores.
"Com pouca liquidez, a bolsa perde referencial de preço. Isso quer dizer que, se alguém sair vendendo ou entrar comprando mais forte, pode levar a bolsa para qualquer lugar", afirma o economista-chefe da ModalMais, Álvaro Bandeira.
Segundo ele, ainda existe a tendência negativa para papéis do setor bancário, mas, principalmente de algumas empresas ligadas às investigações da Polícia Federal de facilitação de empréstimos na Caixa Econômica Federal como reflexo da operação que trouxe à luz o esquema na sexta-feira e com mais detalhes neste final de semana.
No entanto, diz, há ao menos um contraponto positivo para o desempenho do índice: o minério de ferro com pureza de 62% cotado no Porto de Tianjin, na China, subiu 4,1% em relação ao fechamento de sexta-feira, indo para US$ 83,5 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. "Esse é o maior patamar dos últimos dois anos e pesa favoravelmente sobre os papéis da Vale e de empresas ligadas a essa commodity."
Essa alta pode, inclusive, neutralizar a notícia negativa de que a Vale tem de realizar depósito na Justiça de R$ 1,2 bilhão, referente ao caso Samarco, adiado desde a semana passada.
Na sexta-feira os bancos e a Petrobras puxaram a correção para baixo na Bovespa, após quatro pregões consecutivos de ganhos. O ajuste foi amenizado pelos papéis da Vale, que mantiveram-se atrativos perante os olhos dos investidores estrangeiros.
No plano interno, lembram operadores, a pesquisa Focus trouxe uma perspectiva um pouco mais otimista para a queda da taxa básica de juros, muito embora ainda não reflita nas estimativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que seguem em 0,50% neste ano.
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