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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h34.

Jornal do Comércio

Economia

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Gestão

Notícia da edição impressa de 13/01/2017. Alterada em 12/01 às 22h10min

Marchezan pede apoio de empresários para governar

Na Amcham, prefeito de Porto Alegre falou sobre crise do município e conclamou a classe empresarial

Na Amcham, prefeito de Porto Alegre falou sobre crise do município e conclamou a classe empresarial


Marcelo G. Ribeiro/JC
Guilherme Daroit
"Acabou o dinheiro", afirmou a empresários, nesta quinta-feira, enfaticamente, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior. Em evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), o mandatário argumentou que a situação fiscal da Capital é pior que a do Estado, e que a gestão precisará de ajuda da iniciativa privada. Por outro lado, porém, Marchezan defendeu que o momento representa oportunidade de mudanças, pois, na sua visão, a sociedade entendeu o tamanho da crise e apoiou, nas urnas, a adoção de caminhos diferentes.
O quadro da situação fiscal da prefeitura, de acordo com Marchezan, é de um déficit de R$ 1,2 bilhão para 2017 - valor que corresponde a mais de 17% do total de receitas previstas no Orçamento. "Todos os meses, vamos ter que escolher o que pagar de uma lista enorme", projetou o prefeito. Nesse sentido, Marchezan citou o corte nos repasses ao desfile de Carnaval deste ano. "Não deixaremos de enviar recursos por preconceito, mas sim porque não temos dinheiro para tudo e teremos que escolher as prioridades", afirmou, citando saúde, segurança e melhoria do ambiente de negócios como focos da gestão.
Mesmo assim, o prefeito aproveitou a situação para garantir que o momento é de possibilidade para grandes mudanças e solicitou o apoio efetivo da classe empresarial. "É uma oportunidade que não pode ser perdida. As eleições mostraram que a população quer novas alternativas", declarou. Marchezan cobrou, porém, participação do empresariado na administração e mesmo na vida política, afirmando que "não há prefeito, equipe ou vereador que consiga mudar uma estrutura imensa sozinho". As principais críticas do prefeito recaíram sobre o que classificou de um "Estado voltado para si mesmo e dominado pelas corporações".
Sobre os apoios, Marchezan garantiu que buscará na iniciativa privada, dentro do possível, as soluções para os problemas da cidade, até pela escassez de recursos próprios da prefeitura. Segundo ele, a Secretaria de Relações Institucionais elaborará estudos sobre onde e como é possível entregar serviços às empresas em todas as áreas. Exemplificou aventando uma hipótese de revitalização de toda a orla do Guaíba com concessões de pequenas partes a empresários que busquem explorar o lote com algum empreendimento e que, em contrapartida, ficariam responsáveis pela construção de praças ou de garantir a segurança do local.
Questionado sobre a mobilidade, Marchezan também adiantou que a intenção da gestão é incentivar os estacionamentos pagos, de forma a encarecer o deslocamento por automóvel e, com isso, privilegiar o transporte público e outras alternativas, como a bicicleta. Também defendeu a utilização da tecnologia, criticando que ainda não haja, no sistema de ônibus, algo que permita ao usuário saber a que distância está o ônibus, como acontece com os aplicativos de táxi. "É preciso fazer o ônibus ser melhor para que as pessoas optem por andar nele", afirmou.
O prefeito ainda defendeu que propostas inovadoras que ajudem a cidade serão abraçadas pela gestão, desde que facilitem a vida de toda a população. Na área da segurança, garantiu que utilizará a estrutura tecnológica já existente para "tornar o ambiente mais desfavorável ao criminoso" e que concederá homenagens aos policiais que tiverem atuação reconhecida no combate ao crime.
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