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Porto Alegre, terça-feira, 10 de janeiro de 2017. Atualizado às 07h56.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

10/01/2017 - 08h56min. Alterada em 10/01 às 08h57min

Inflação do aluguel sobe e fica em 0,86% na primeira prévia de janeiro

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel


MATEUS BRUXEl/ARQUIVO/JC
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,86% na primeira prévia de janeiro, ante avanço de 0,20% na primeira prévia do mesmo índice de dezembro. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula aumento de 6,88% em 12 meses.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de janeiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,13%, após alta de 0,30% na primeira prévia de dezembro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou elevação de 0,40% na leitura anunciada nesta terça, após recuar 0,02% no mês passado. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,22%, após registrar avanço de 0,12% na mesma leitura de dezembro.
O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de dezembro. No dado fechado do mês passado, o IGP-M subiu 0,54%.
Os alimentos voltaram a pressionar a inflação ao consumidor na primeira prévia de janeiro do IGP-M). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) subiu 0,40%, após ligeiro recuo de 0,02% na primeira prévia de dezembro.
Sete das oito classes de despesas investigadas registraram taxas de variação maiores, com destaque para o grupo Alimentação, que passou de -0,11% na prévia de dezembro para alta de 0,52% na prévia de janeiro. Um dos destaques foi o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -4,90% para -0,28% no período.
Os demais aumentos foram registrados pelos grupos Transportes (de 0,17% para 0,86%), Habitação (de -0,32% para 0,00%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,32% para 0,72%), Vestuário (de -0,74% para 0,24%), Despesas Diversas (de 0,09% para 0,55%) e Comunicação (de -0,10% para 0,17%).
Houve influência dos itens gasolina (de -0,96% para 3,03%), tarifa de eletricidade residencial (de -3,02% para -1,27%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,11% para 1,17%), roupas (de -0,74% para 0,51%), cigarros (de 0,00% para 1,07%) e pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,72% para 0,43%), respectivamente.
Na direção oposta, o grupo Educação, Leitura e Recreação teve redução (de 0,73% para
-0,05%), com destaque para o item passagem aérea, que passou de 13,71% para -12,29%.
O aumento nos custos da mão de obra pressionou a inflação da construção na primeira prévia de janeiro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 0,22% no primeiro decêndio de janeiro, ante alta de 0,12% na mesma leitura de dezembro.
O índice que representa o custo da Mão de Obra apresentou variação de 0,47% na primeira prévia de janeiro. No mês anterior, a elevação foi de 0,22%.
Já o índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços recuou 0,08% na primeira prévia de janeiro, após um ligeiro recuo de 0,01% na mesma prévia de dezembro.
Os preços dos produtos agropecuários medidos pelo IPA agrícola recuaram 0,84% no atacado, na primeira prévia do IGP-M de janeiro. Na mesma prévia de dezembro, o recuo tinha sido de 1,14%, informou a FGV.
Já os produtos industriais no atacado, mensurados pelo IPA industrial, tiveram alta de 1,89% na primeira prévia de janeiro, ante elevação de 0,87% na mesma prévia do mês anterior.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os bens finais subiram 0,64% na primeira prévia de janeiro, após a queda de 0,40% em igual prévia de dezembro.
Os preços dos bens intermediários tiveram alta de 0,90% na leitura anunciada hoje, após o ligeiro recuo de 0,01% na primeira prévia do mês passado. Os preços das matérias-primas brutas tiveram aumento de 1,92%, ante a alta de 1,44% na mesma leitura do mês de dezembro.
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