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Porto Alegre, terça-feira, 10 de janeiro de 2017. Atualizado às 07h06.

Jornal do Comércio

Economia

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Combustíveis

Notícia da edição impressa de 10/01/2017. Alterada em 10/01 às 08h10min

Sulgás reduz preço do gás e quer mais clientes

Poli (e) e Bragagnolo citaram projetos de expansão da companhia para 2017 no Estado

Poli (e) e Bragagnolo citaram projetos de expansão da companhia para 2017 no Estado


CLAITON DORNELLES/JC
Jefferson Klein
Com a redução do preço do gás natural praticada pela Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), a estatal projeta aumentar a sua carteira de clientes. Os principais beneficiados com a medida, que começou a vigorar neste mês, foram os consumidores industriais, que tiveram um corte na tarifa de 12,5%.
Os setores de cogeração (produção de energia elétrica e térmica) e do Gás Natural Veicular (GNV) tiveram queda de 5%, enquanto o custo para os residenciais e comerciais permaneceu estável. Clientes atendidos através de Gás Natural Comprimido (GNC - que é transportado dentro de tanques, e não por gasoduto) tiveram desconto de 10%. O presidente da empresa, Claudemir Bragagnolo, comenta que a mudança dos valores foi possível devido a menores despesas da companhia e a uma boa negociação quanto à compra do gás natural (efetuada com a Petrobras). O repasse dessa economia será muito importante para os consumidores industriais, já que essa classe, impactada pelas dificuldades da economia, foi a única atendida pela Sulgás que teve retração de consumo de gás natural no ano passado (-6%).
Em contrapartida, a demanda residencial aumentou 46% em 2016. O executivo comenta que, no caso dessa categoria, o foco está na ampliação da rede de fornecimento. O gás natural para esse setor continua muito competitivo, mesmo sem alteração nos preços, pois o combustível que concorre diretamente com o insumo é o GLP (Gás Liquefeito do Petróleo), que passou recentemente por reajustes.
No ano passado, a estatal registrou o acréscimo de 8.575 clientes, totalizando hoje 35.125, sendo 34,2 mil residenciais. Hoje, a empresa distribui 1,9 milhão de metros cúbicos de gás natural ao dia, e a expectativa é de elevar esse volume em torno de 10% nos próximos anos. O diretor técnico-comercial da companhia, Luís Felipe Espírito Basso Poli, argumenta que é possível alcançar essa meta fidelizando parceiros atuais e buscando novos no mercado. A capacidade do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol - que abastece o Rio Grande do Sul) é de 2,8 milhões de metros cúbicos de gás natural diários.
Para sustentar seu crescimento, a Sulgás investiu em 2016 cerca de R$ 32 milhões e incrementou em 93 quilômetros a sua rede de gasodutos, totalizando 1.040 quilômetros. Para este ano, é estimada a expansão em mais cerca de 60 quilômetros, fundamentalmente em Porto Alegre, São Leopoldo e Caxias do Sul. Nos próximos quatro anos, o aumento anual médio deve ser da ordem de 52 quilômetros.
No ano passado, a empresa também esperava realizar uma chamada pública para contratar 200 mil metros cúbicos ao dia de biometano (biogás purificado, feito a parir de matéria orgânica, como dejetos suínos, por exemplo). Contudo essa iniciativa foi postergada e deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2017. Poli explica que a Sulgás está tomando bastante cuidado com essa movimentação, pois se trata de um novo produto, ambientalmente correto (que dá um encaminhamento adequado a resíduos), e há vários investidores e fornecedores envolvidos. Por isso, está sendo avaliada uma equação que leve em consideração um preço de gás satisfatório tanto para os compradores como para os vendedores. Se não for possível atingir o volume inicialmente projetado, por falta de empreendimentos de geração de biogás, poderá ser adquirida uma parcela menor e, futuramente, seria realizada uma outra chamada para complementar o número.

Empresa pretende abastecer Rio Grande e Gramado

Nos próximos quatro anos, a estimativa da Sulgás é investir mais cerca de
R$ 180 milhões. Esse aporte contemplará, entre outras ações, levar gás natural aos municípios de Rio Grande e Gramado, que atualmente não contam com esse produto. O atendimento será feito pelo GNC, transportado por carretas. A cidade da Metade Sul também poderá ser alimentada pelo terminal de gás natural liquefeito (GNL), que o grupo Bolognesi pretende construir na região.
"A companhia trabalha com graus de evolução, primeiro desenvolve-se o consumo e depois leva-se a rede", detalha o diretor técnico-comercial da empresa, Luís Felipe Espírito Basso Poli. Ou seja, no começo, é instalada uma pequena rede de gasodutos isolada, atendida pelo caminhão com GNC e, posteriormente, se o mercado comprovar ser rentável, o próximo passo é anexar essa estrutura à malha integrada. Em Rio Grande, entre os potenciais clientes, em um primeiro momento, estão a refinaria de Petróleo Riograndense (ex-Ipiranga), o Distrito Industrial e postos de combustíveis. Já em Gramado, a principal procura é verificada dentro do ramo hoteleiro.
Além do campo econômico, a Sulgás é assunto na área política. Quanto à votação que será feita na Assembleia Legislativa sobre a retirada da obrigatoriedade de um plebiscito para decidir quanto a uma eventual privatização da estatal, o presidente Claudemir Bragagnolo diz que quem fala sobre esse assunto é a Secretaria Estadual de Minas e Energia. No entanto, o dirigente afirma que essa questão não está afetando o dia a dia da empresa, apesar do interesse dos 138 funcionários da companhia em relação ao assunto. A empresa também vive um bom momento financeiro e projetava um lucro líquido de R$ 78 milhões para 2016, porém a atual expectativa (os números ainda não estão fechados) é ainda melhor: alcançar R$ 128 milhões.
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