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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de janeiro de 2017. Atualizado às 19h50.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 04/01 às 20h51min

Dólar recua ante rivais após ata do Fed

O dólar foi pressionado nesta quarta-feira, 4, e recuou ante seus principais rivais após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que não foi tão hawkish quanto o esperado pelos investidores.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar recuou de 117,68 ienes na tarde de ontem para 117,36 ienes; o euro subiu de US$ 1,0408 para US$ 1,0482; e a libra avançou de US$ 1,2235 para US$ 1,2319.
Antes da divulgação da ata, a divisa americana já sofria perdas, com a expectativa dos investidores para o documento. Em dezembro, o Fed elevou as taxas de juros dos EUA para a faixa entre 0,50% e 0,75% e sinalizou um caminho mais agressivo de aperto monetário para os três anos seguintes. A alta impulsionou o dólar, que já vinha em um rali motivado pela vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas.
No entanto, o documento mostrou dúvidas expressadas pelos dirigentes do Fed quanto aos rumos da economia dos EUA. O futuro governo Trump é tido como "uma incerteza considerável" pelo BC americano. "A ata andou para trás em relação à leitura mais hawkish feita em dezembro", notou Ian Lyngen, do BMO Capital Market.
Segundo os dirigentes, o dólar alto pode continuar segurando a inflação no país. "Isso deve colocar uma tampa no rali do dólar ao menos no curto prazo", disse Joe Manimbo, analista da Western Union.
A moeda americana também caiu na comparação com divisas de países emergentes, que foram beneficiadas pela alta do petróleo. No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 1,3312 dólares canadenses e caía a 60,468 rublos.
O peso mexicano, por sua vez, também recuou nesta quarta-feira. A decisão da Ford de cancelar a construção de uma fábrica em San Luis Potosi ao custo de US$ 1,6 bilhão, anunciada ontem, continuou a influenciar a divisa mexicana. "Embora tivéssemos aconselhado a adoção de uma abordagem de cautela em relação às relações entre EUA e México, é claro que já estamos vendo um impacto negativo no México", disseram analistas do Brown Brothers Harriman em nota.
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