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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de janeiro de 2017. Atualizado às 22h30.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 05/01/2017. Alterada em 04/01 às 22h29min

Porto Alegre volta a ter a cesta básica mais cara do País

Dentre os produtos que aumentaram o preço, a banana subiu 7,47%

Dentre os produtos que aumentaram o preço, a banana subiu 7,47%


/CARL COURT/AFP/JC
Porto Alegre é a capital com a cesta básica mais elevada do País por costume. Até setembro do ano passado, a cidade havia deixado de ocupar este posto. No fechamento de 2016, a Capital voltou a ocupar o primeiro lugar do ranking, com o valor de R$ 459,02, cerca de 30% superior a Recife, que tem o menor custo, com R$ 347,96, de acordo com o Dieese.
O tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica no ano passado foi de 114h45min. O cálculo leva em conta o valor do salário-mínimo nacional, que atualmente está fixado em R$ 937,00.
Na comparação com o custo da cesta em relação ao salário-mínimo líquido, já com o desconto referente à Previdência Social, o trabalhador comprometeu cerca de 50% de sua renda para adquirir os produtos que compõe a cesta básica.
Pela pesquisa, para cumprir o artigo 7º da Constituição, que diz que o salário-mínimo deve suprir as necessidades de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, uma família de dois adultos e quatro crianças deveria receber o equivalente a R$ 3.856,23.
Este número equivale a 4,48 vezes o salário-mínimo atual. "Embora tenhamos tido reajustes acima da inflação nos últimos anos, ainda está muito aquém do necessário para uma família", avalia a economista da entidade que realiza o estudo mensalmente, Daniela Baréa Sandi.
A variação anual da cesta básica na capital do Rio Grande do Sul foi de 8,16% no ano. Na avaliação de dezembro, nove dos 13 componentes tiveram queda de preço: a batata (-22,87%), o tomate (-10,18%), a farinha (-3,29%), o feijão (-1,67%), o arroz (-0,67%), a manteiga (-0,62%), a carne (-0,47%), o leite (-0,38%) e o pão (-0,24%). Os produtos mais caros são o óleo de soja (3,91%), o café (2,59%), a banana (1,77%) e o açúcar (0,64%).
No acumulado de 2016, o número de produtos que tiveram alta em seus preços sobe para 11: a banana (45,71%), a manteiga (36,67%), o açúcar (30,71%), o leite (28,44%), o café (19,44%), o arroz (18,88%), o óleo de soja (14,56%), a carne (4,62%), a farinha de trigo (4,13%) e o pão (3,82%). O feijão foi o produto com maior alta, registrando 79,88%.
O feijão teve aumento em todas as capitais na comparação com 2015. No Rio Grande do Sul, o feijão verificado é o preto, enquanto em outras partes do País é considerada a variedade carioquinha, que em Maceió teve aumento de 133,48%. Enquanto Porto Alegre teve a variação da cesta básica com apenas dois pontos percentuais acima da inflação, que em 2016 foi registrada em 6,18% pela FGV, outras capitais tiveram altas mais significativas. Rio Branco, no Acre, atingiu 23,63% de aumento, enquanto Maceió, em Alagoas, atingiu 20,69%.
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