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Porto Alegre, terça-feira, 03 de janeiro de 2017. Atualizado às 08h54.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 03/01/2017. Alterada em 02/01 às 22h40min

Aplicativos e objetos inteligentes são tendência em TI para 2017

Granville diz que a necessidade do mercado ampliará o uso dos apps

Granville diz que a necessidade do mercado ampliará o uso dos apps


ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
Há anos discutidos por conta de seu potencial, os aplicativos e objetos inteligentes devem deslanchar de vez em 2017. A leitura é do presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Lisandro Zambenedetti Granville, que vê ambos como as tendências de retorno mais imediato entre os conceitos elencados pela consultoria Gartner como apostas para o mercado de Tecnologia da Informação (TI) em 2017.
"Aplicativos inteligentes já têm funcionado, e em 2017 isso aumentará por necessidade de mercado", projeta Granville. O pesquisador lembra que, embora a tecnologia por trás dessa tendência não seja novidade, ainda existem muitos aplicativos genéricos rodando. Por demanda dos próprios usuários, porém, Granville aposta que estes programas básicos terão de adquirir novas funcionalidades, se tornando capazes de, com os próprios recursos do dispositivo móvel, compreender o comportamento do usuário e adequar-se a ele.
Além deles, os objetos inteligentes também devem ganhar espaço neste ano. Neste campo, a expectativa é de início de consolidação do mercado, hoje ainda na fase da experimentação. "Estamos em uma fase intermediária, em que o número de dispositivos tem aumentado, e há uma disseminação de plataformas", analisa Granville. Em algum momento, como é comum na computação, a tendência é de que se determinem os "vencedores", que se consolidarão, e eliminem-se as iniciativas que ficarem pelo caminho.
A Internet das Coisas (IoT), tão falada há algum tempo, entra nesse espectro. O pesquisador lembra, entretanto, que o segmento tem particularidades em relação aos dispositivos móveis que interferem na sua consolidação. Enquanto se troca de celular a cada três anos, por exemplo, a substituição de um termômetro, mesmo que inteligente, pode levar décadas - e, até lá, pode ser que a fabricante nem exista mais. "A consolidação da Internet das Coisas em relação aos fornecedores passa ainda, portanto, por um processo de maturação das empresas fabricantes dos dispositivos", argumenta Granville, que não projeta prazo para que isso se materialize.
Mesmo com uma popularização menos factível já para 2017, o presidente da SBC ainda destaca os chamados "gêmeos digitais" como uma grande tendência para a computação. O conceito engloba, por exemplo, a construção de modelos que repliquem objetos reais, com o objetivo de entender como funciona ou prever impactos que mudanças trariam. "Embora também seja algo que já exista, extrapola o tradicional, pois passará a incorporar também objetos convencionais do dia a dia", argumenta Granville, citando o uso em aplicações da medicina.
A confirmação dessas tendências, principalmente em relação aos aplicativos, é dependente da confiança dos usuários, alerta o presidente. A obtenção da credibilidade junto aos clientes depende de um conjunto de fatores difíceis de serem precisados, mas a segurança é um dos mais desejados - e, atualmente, um dos menos levados em conta no desenvolvimento desses softwares. Algo que, na visão de Granville, deve começar a mudar em 2017, com mais treinamentos, com a segurança como requisito fundamental para a concepção de programas.
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