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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h20.

Jornal do Comércio

Panorama

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CINEMA

Notícia da edição impressa de 25/01/2017. Alterada em 25/01 às 19h21min

Drama Até o Último Homem é um dos favoritos ao Oscar 2017

Andrew Garfield protagoniza o drama Até o último homem

Andrew Garfield protagoniza o drama Até o último homem


DIAMOND FILMS/DIVULGAÇÃO/JC
Até o último homem aborda a história de um jovem comum que realizou feitos extraordinários. A definição é do próprio diretor, Mel Gibson. Mais conhecido por seu trabalho como ator do que como realizador, o artista volta a comandar um longa-metragem 10 anos após seu título mais recente, Apocalypto. O filme recebeu seis indicações ao Oscar - incluindo melhor direção e ator - além de cinco ao Bafta, entre outras premiações da temporada.
A narrativa é baseada na trajetória real de Desmond Doss, um herói da Segunda Guerra Mundial - evento que parece ser uma inesgotável fonte de material para o cinema. Entretanto, a passagem do personagem pelos campos de batalha foi bem diferente do que se pode imaginar: o rapaz salvou 75 homens sem disparar - nem carregar - uma arma. O feito foi alcançado durante a Batalha de Okinawa, no Japão, onde ocorreu um dos mais sangrentos dos embates travados entre 1939 e 1945.
Paramédico do exército, Doss acreditava que a guerra poderia se justificar, mas não concordava com o ato de matar. Seu papel, então, foi carregar os soldados feridos nas linhas inimigas, resgatando-os do fogo cruzado e passando por outras amarguras. Pelo seu esforço, o americano foi condecorado com a Medalha de Honra do Congresso e considerado o primeiro opositor consciente do belicismo.
Quem interpreta o protagonista é Andrew Garfield, conhecido pelo papel principal de O espetacular Homem-Aranha, mas com experiência em dramas como A rede social (2010) e 99 casas (2014). O desempenho rendeu ao intérprete indicações aos prêmios de melhor ator no Bafta, Globo de Ouro e no Screen Actors Guild.
É a primeira vez que um artista interpreta Desmond Doss, falecido em 2006, nas telonas. Conforme Bill Mechanic, um dos produtores da obra, o motivo se deve ao fato de o veterano ter relutado para vender os direitos de sua vida. "Ele não queria se tornar popular, sentia que seria uma contradição homem que ele era", explica. Foi só bem tarde que as pessoas conseguiram convencê-lo da ideia - através da qual sua história poderia se tornar um exemplo para a posteridade.
A autorização veio poucos anos antes da morte do herói e rendeu, primeiramente, o documentário O opositor consciente. Na versão ficcional, que entra em cartaz agora, personagens secundários reúnem atributos e atividades de pessoas reais ligadas ao personagem. Os eventos essenciais no início da vida de Doss, entretanto, são mantidos. Já o roteiro dos acontecimentos na Batalha de Okinawa tem retratos tão fieis quanto os roteiristas conseguiram escrever.
Com épicos como Coração valente na bagagem, Mel Gibson era o preferido dos produtores para assumir a direção desde o começo. O cineasta recebeu o script três vezes: em 2002, 2010 e 2014 - e só então aceitou. "Como em sã consciência alguém entra no pior lugar da terra sem uma arma? O que foi mais impressionante para mim é que essa é uma história real, e eu acreditei que eu poderia usar minha linguagem visual para contá-la", coloca o cineasta, que não aparece no filme como ator.
O elenco de apoio, no entanto, conta com presença de um dos filhos do diretor. Milo Gibson estreia como um dos soldados vistos em cena. Outros intérpretes que participam do longa-metragem são Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Sam Worthington e Teresa Palmer.
Já o roteiro foi elaborado a quatro mãos. Robert Schenkkan (da adaptação do romance O americano tranquilo) esteve envolvido desde o começo. Quando Mel Gibson topou fazer parte do projeto, Andrew Knight (Promessas de guerra) foi convidado a auxiliar na finalização do texto. O plano do diretor era balancear as sequências de Desmond Doss com sua família - nas quais são moldados aspectos de sua personalidade - com momentos na guerra. "No cenário cinematográfico atual tomado por super-heróis da ficção, eu acredito que é a hora certa para celebrar um herói da vida real", destaca o cineasta.
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