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Porto Alegre, domingo, 05 de fevereiro de 2017. Atualizado às 17h27.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 06/02/2017. Alterada em 03/02 às 18h23min

CPFL avalia união de distribuidoras gaúchas

José Carlos Saciloto Tadiello é presidente da CPFL Energia e da RGE Sul

José Carlos Saciloto Tadiello é presidente da CPFL Energia e da RGE Sul


JULIO SOARES/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Quando assumiu a operação da AES Sul no último trimestre do ano passado, a CPFL Energia, que já possuía a Rio Grande Energia (RGE), ficou responsável por duas das três grandes distribuidoras de energia do Estado (o trio é completo pela CEEE-D). O grupo alterou o nome da AES Sul, batizando-a de RGE Sul. A escolha já é um indício do interesse em unir esses ativos em uma concessão apenas. Segundo José Carlos Saciloto Tadiello, que exerce a presidência de ambas as empresas, a CPFL deve concluir ainda em 2017 os estudos a respeito dessa proposta.
JC Empresas & Negócios - Como está o desenvolvimento da RGE Sul?
José Carlos Saciloto Tadiello - Estamos em um processo de transição, de todas as áreas, conhecendo a companhia. Estamos trabalhando no alinhamento da companhia às empresas do grupo CPFL.
Empresas & Negócios - O que já foi possível aproveitar de sinergias entre as empresas (a hoje RGE Sul e a RGE)?
Tadiello - A RGE Sul tem um modo de operação diferente das nossas companhias mais antigas, que estamos avaliando. Estamos observando os ganhos de sinergia que se tem na logística.
Empresas & Negócios - Após a compra de uma empresa, normalmente, são feitos alguns cortes de pessoal. Houve desligamentos após a aquisição da AES Sul?
Tadiello - Sempre tem algum ajuste, mas nada em massa. Entre as duas companhias, são em torno de 4,1 mil empregados, 1,6 mil na RGE e 2,5 mil na RGE Sul. O que estamos fazendo agora é tentando otimizar os recursos.
Empresas & Negócios - Em um primeiro momento, a ideia era manter as concessões da RGE e da RGE Sul independentes, essa intenção permanece?
Tadiello - Hoje, não tem como não trabalhar com concessões separadas, porque são dois contratos e esse é um assunto que tem que ser apresentado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), se os acionistas entenderem que é o melhor. Agora, se for feito o agrupamento das concessões, certamente se ganha em escala e em sinergia, pois poderão ser usados os recursos (como equipes técnicas) das duas empresas, para fazer os atendimentos como uma companhia só.
Empresas & Negócios - Isso foi pensado na hora da compra da AES Sul?
Tadiello - A aquisição já foi feita dentro desse enfoque. Ainda tem uma série de pontos que estão sendo avaliados. Mas, sendo prático, em termos operacionais, ela (a união) dá uma flexibilidade e isso a gente, no futuro, tem que buscar para uma distribuidora. Com certeza é uma alternativa que nós, mesmo antes da compra, sempre pensamos em estudar.
Empresas & Negócios - Há algum prazo para definir a questão da unificação?
Tadiello - Os estudos serão concluídos ainda neste ano. Depois, tem o trâmite dentro do grupo CPFL e, se aprovado, é encaminhado para a Aneel.
Empresas & Negócios - É muito complexo ser presidente de duas companhias?
Tadiello - São duas empresas e estamos respeitando os seus processos, buscando um alinhamento. Esse é o nosso trabalho como presidente das duas. Nada mais justo que seja um presidente para as duas para verificar as possibilidades em sinergias. Um trabalho bem avançado é a troca da marca. Na maior parte das agências da antiga AES Sul já estamos com a marca da RGE Sul, na conta já está RGE Sul, os carros estão trocando o logotipo.
Empresas & Negócios - Quanto tempo para concluir totalmente esse processo de substituição da marca AES Sul pela RGE Sul?
Tadiello - Até o final de fevereiro.
Empresas& Negócios - Qual a projeção de investimentos na RGE e na RGE Sul?
Tadiello - Na RGE Sul, serão investidos R$ 1 bilhão nestes próximos três anos para fazer melhorias na rede elétrica. Vamos trocar, ao ano, 40 mil postes de madeira por concreto na área dessa distribuidora. E na RGE foram investidos R$ 288,4 milhões em 2016 e vamos aportar mais de R$ 300 milhões neste ano, mas ainda são valores a serem aprovados.
Empresas & Negócios - Os indicadores de qualidade das distribuidoras, o de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e o de Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), estão dentro dos patamares regulatórios?
Tadiello - Na RGE o FEC sim e o DEC está um pouco acima. Já o DEC e o FEC da RGE Sul estão muito acima dos patamares do Grupo CPFL e é por isso que temos que investir. A rede elétrica no Sul do País sofre com muitas tempestades, então os desafios operacionais são muito difíceis.
Empresas & Negócios - A aquisição do controle acionário da CPFL pela chinesa State Grid tem algum impacto nas concessionárias gaúchas?
Tadiello - Não envolve somente as empresas daqui, são todas as distribuidoras da CPFL, áreas de geração, energia renovável, transmissão, é um grupo enorme de companhias. A State Grid é uma das maiores empresas do mundo, atende 88% dos consumidores na China. Esse comando, por parte de uma empresa desse porte, com experiência em distribuição, vemos como uma grande oportunidade de crescimento.
Empresas & Negócios - Existe a possibilidade de uma eventual compra do Grupo CEEE?
Tadiello - Sempre colocamos que, dentro do nosso plano estratégico, todas as oportunidades são avaliadas por nossa área de novos negócios. No caso de que essa alternativa aconteça, no passado já era uma empresa única (RGE e AES Sul surgiram do processo de privatização parcial da área de distribuição do Grupo CEEE ocorrida durante o governo de Antônio Britto). Por enquanto, não tem nada de concreto, mas, com certeza, se acontecer o que o governo do Estado está propondo, será analisado.
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