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Porto Alegre, domingo, 25 de dezembro de 2016. Atualizado às 10h21.

Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

24/12/2016 - 21h02min. Alterada em 24/12 às 21h02min

Na TV, Temer ignora o tema corrupção e fala que país derrotará crise em 2017

No pronunciamento, Temer afirma que o Natal do ano que vem será 'muito melhor do que este'

No pronunciamento, Temer afirma que o Natal do ano que vem será 'muito melhor do que este'


REPRODUÇÃO/JC
O presidente Michel Temer usou a rede nacional de rádio e TV na noite deste sábado (24), véspera de Natal, para dizer que "muito já foi feito" em seu governo e para prometer derrotar a crise econômica em 2017.
Concentrando quase toda a sua fala em questões econômicas, o presidente não abordou o tema corrupção. Ele é citado por pelo menos três delatores da Odebrecht por supostas práticas ilegais. Temer nega qualquer irregularidade.
No pronunciamento, o presidente disse que "2017 será o ano em que derrotaremos a crise" e que o Natal do ano que vem será "muito melhor do que este".
"Tenho trabalhado, dia e noite, para fazer as reformas necessárias para que o país saia dessa crise e volte a crescer", disse, destacando seus pouco mais de 100 dias de mandato como titular. Ele assumiu definitivamente no lugar de Dilma Rousseff em 31 de agosto deste ano, após o processo de impeachment que retirou a petista do cargo.
Falando em "transmitir mensagem de renovada esperança", Temer exaltou a atuação do Congresso durante a sua gestão, com aprovação de medidas consideradas essenciais pelo governo. Destacou, por exemplo, a aprovação da lei que limita gastos públicos pelos próximos 20 anos. "Ampliamos em mais de R$ 8 bilhões o orçamento da saúde, área para a qual não pouparei recursos". Com a PEC do Teto, porém, haverá nos anos posteriores redução de gastos no setor em relação ao que se projetava antes da medida.
Também citou a "lei que moraliza e dá transparência à administração das estatais, mencionando a nova lei de licitação. Ainda entre as medidas mencionadas no pronunciamento, está a aprovação da reforma do Ensino Médio.
O presidente ressaltou ainda a reforma da Previdência, que o governo enviou há algumas semanas ao Congresso, segundo ele, "para que sua sagrada aposentadoria esteja garantida agora e no futuro".
Temer afirmou ter "perfeita consciência dos problemas do país e da missão" que recebeu ao assumir a Presidência. "Os brasileiros pagam muitos impostos e pouco recebem em troca. Meu desafio é desburocratizar o Estado e melhorar a qualidade da administração pública. É o que chamo de democracia da eficiência".
Em sua fala, o presidente disse que "a inflação caiu e voltou a ficar dentro da meta, o que vai colocar um freio na carestia que você sente no supermercado". Relatório do Banco Central divulgado nesta quinta (22) diminuiu a projeção de inflação neste ano para 6,5%, exatamente o teto da meta de inflação.
Ainda de acordo com Temer, o desemprego irá recuar e "os juros estão caindo e cairão ainda mais". Ele se refere à Selic, a taxa básica de juros, que recuou de 14,25% para 13,75% nos últimos meses. Mas os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial bateram recorde em novembro. Neste final de ano o governo divulgou um plano em que promete reduzir à metade os juros do rotativo, mas a medida ainda depende de regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional.
Quase ao final, Temer lembrou Dom Evaristo Arns, ícone progressista da igreja, que morreu em 14 de dezembro. "A esperança foi seu lema, a coragem sua marca. Coragem e sentimento de esperança não me faltarão. Chegaremos em 2018 preparados e fortes para avançar ainda mais".
O presidente encerrou o pronunciamento em cadeia nacional com um pedido ao brasileiros para que acreditem no Brasil. "Vamos juntos reconstruir o nosso país". Com reportagem da Folhapress.
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Comentários
Abram Wigutow 25/12/2016 05h57min
O presidente dentro de seu terno caríssimo, camisa e gravata idem, manda mensagem de otimismo para os 12 milhões de desempregados...
Aurélio 25/12/2016 04h40min
A crise que o país vive hoje tem em seus pilares a falta de credibilidade da própria equipe ministerial do governo Temer.