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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h48.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 29/12/2016. Alterada em 28/12 às 22h51min

O divino despojado e a urgência do cuidado

Evilázio Teixeira
Estamos nos aproximando de mais um fim de ano, que descortina um novo que ainda aguarda para nascer. Tanto o Natal quanto o Ano-Novo se complementam como tempo de espera e de esperança. Não celebramos propriamente um nascimento, tampouco um retorno no tempo, como espécie de um passado de inocência que não volta, um romantismo que busca seu alento no consumo de muitas coisas superficiais ou uma forma de compensação para minimizar a ansiedade. O Natal, na verdade, é a festa da proximidade de Deus, desde a fragilidade e despojamento de uma criança, que se manifesta como cuidado e delicadeza para conosco, humanos. Emerge a consciência de que também nós somos seres frágeis, como o crepúsculo matutino escurecido pelas nuvens das nossas decepções e fracassos.
Nossa humanidade é vestida de fragilidade, e a levamos em nossas rugas e nos sinais de nossas limitações. A única coisa que podemos tomar como certeza é de que tudo muda. Nossas necessidades básicas, no entanto, continuam as mesmas: de pertencer, de estar próximo, de ser cuidado e querido, e de amor! O ser humano é, por sua natureza e essência, um ser de cuidado. Sente a predisposição de cuidar e a necessidade de ser, ele também, cuidado. O mesmo acontece com o amor. Todos necessitamos amar e sermos amados. Cuidar significa, então, desvelo, solicitude, diligência, zelo, atenção, bom trato. Não habitamos o mundo apenas pelo nosso trabalho, onde interagimos e intervimos, tornando nosso modo de viver mais cômodo, adaptando o meio ao nosso desejo e conformando nosso desejo ao meio. Somos no mundo também pelo cuidado, que confere ao nosso trabalho uma modalidade diferente.
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