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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h59.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 15/12/2016. Alterada em 14/12 às 21h37min

Custo Sartori

Sérgio Kapron
José Ivo Sartori (PMDB) e Michel Temer (PMDB) estão enredados em sua fixação em destruir o pouco que temos de serviços públicos. Falso diagnóstico, falsas soluções. A política econômica recessiva derrubou o PIB, acaba com empregos, piora as finanças públicas e destrói vidas. A PEC 55 e o pacote, que será aqui votado no Natal, são opções ideológicas que pioram a vida do País. Geram mais crise, menos crescimento e desmontam a capacidade de gerar desenvolvimento. Esta é a "racionalidade" econômica destes governos: aprofundar custos sociais e econômicos.
Crise se supera com crescimento, mais rendas e receita pública. Nenhuma ação de Sartori aponta neste sentido. Acabou com a política industrial e nenhuma estratégia de desenvolvimento foi colocada em curso. No máximo, alguns projetos anteriores seguiram no embalo, mas com recursos e capacidades ociosos. Sua área do desenvolvimento é um fracasso. Não bastasse, no pacote propõe acabar com capacidades para promover desenvolvimento: inteligência econômica, pesquisa e tecnologias (AGDI, FEE, Cientec, FZB, Fepagro, Metroplan).
Poucos consensos existem entre economistas. Mas se há um que se aproxima é que educação, ciência e tecnologia são essenciais para o crescimento e o desenvolvimento econômico. São a fonte da inovação e do progresso técnico, que elevam a produtividade do trabalho e a renda média. O problema é que precisam ser gerados, difundidos entre pessoas e incorporados pelas empresas, para que sejam eficientes e competitivas. E a experiência mundial demonstra que o setor público foi e é decisivo. Porque custam caro e poucas empresas investem. E estas só difundem já na forma de produtos finais. Mas o governo Sartori prefere ver ali apenas "custo". E decidiu acabar com anos de trabalho e inteligência acumulada. Simples assim.
Um governo sem um projeto de desenvolvimento gera um custo de pelo menos uma década. Um governo que acaba com as capacidades construídas, gera um custo para toda uma geração.
Economista
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